quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Case Post-it

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30 anos, Post-it ainda é sinônimo de inovação

Marca da 3M construiu trajetória de sucesso e hoje conta com uma linha de mais de mil produtos



          Pedacinhos de papel que facilitam a vida dos consumidores. Essa é a ideia do Post-it, que este ano completa 30 anos de atuação global. No Brasil, a marca pertencente à 3M atua desde os anos 1980 e foca sua distribuição em escritórios e papelarias. Ao comemorar três décadas, a Post-it também investe em ações digitais para se aproximar dos consumidores. 

          Os tradicionais bloquinhos amarelos, primeiros a serem lançados, dividem espaço com cerca de mil produtos que levam a marca e são vendidos em mais de 150 países. Os itens são desenvolvidos de acordo com pesquisas de comportamento e buscam atender às necessidades dos consumidores.
          É o caso do Post-it Pop-up. "A missão do Post-it é solucionar os problemas do consumidor. Nas pesquisas, por exemplo, muitos entrevistados diziam perder o bloco de Post-it, porque o vizinho de mesa do escritório levava. Por isso, lançamos o Pop-up, que vem com um suporte, facilitando o uso", explica Adriana Horita, Gerente de Marketing da Divisão de Papelaria e Escritório da 3M, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Post-it é parte do dia a dia do consumidor

         O mesmo aconteceu com o Post-it Flags, que veio atender à demanda do consumidor que já usava os blocos tradicionais para marcar páginas de livros. Este ano, a 3M lançou ainda as canetas Post-it Flags, que vêm acompanhadas de 50 marcadores de páginas, nas versões esferográfica, gel e marca-texto. É possível encontrar também os Post-its em grandes formatos, ideais para reuniões e listas de compras e afazeres.
          Na maioria das vezes, os produtos são lançados nos Estados Unidos e replicados para o restante do mundo. Mas há exceções, como o Post-it Pocket Couro, uma capa de couro – parecida com um porta-cartão – acompanhada de um bloco e marcadores de página, que foi desenvolvida no Brasil, para ser carregada de forma mais elegante pelo consumidor. 
          Fazer parte do dia a dia das pessoas é tão comum à essência da marca que o Post-it impresso é um dos braços fortes da empresa no Brasil. A ideia é muito utilizada para brindes e permite que os blocos sejam produzidos com o formato, a cor e a mensagem que o cliente escolher. Entre os que adotam o formato estão companhias da indústria farmacêutica, como Medley e Bayer, e bancos como Santander, Itaú e Bradesco. "As empresas presenteiam para serem lembradas. Com Post-it, é possível perpetuar a marca entre as pessoas que deixam os recados e aquelas que os recebem", conta Adriana, da 3M.

PDVs orientam sobre uso de Post-its

          Os pontos-de-venda são outro fator essencial para a promoção da linha de produtos. Nas lojas, é possível orientar os clientes sobre as funcionalidades de Post-it. "Temos sempre ferramentas de merchandising novas para comunicar os lançamentos. Os materiais de PDV explicam para que servem os produtos e porque usá-los", aponta Adriana, durante a entrevista ao portal.
          A empresa também oferece treinamento para as equipes de vendas dos varejos e para o televendas, que conta com o chamado "office dealer", que distribui materiais de escritório para o mercado cooperativo. Há ainda campanhas de incentivo e distribuição de produtos da marca para estimular os funcionários e despertar o interesse pelo produto.


Invenção que não deu certo
          Segundo informações da própria 3M, Post-it está entre os cinco itens de escritório mais vendidos nos Estados Unidos e contribui de forma importante para o faturamento da empresa, que registrou vendas globais de US$ 23 bilhões em 2009. No período, a operação brasileira da 3M obteve um faturamento de R$ 2 bilhões.
          Três décadas após o lançamento, quem vê o sucesso e a popularidade de Post-it não imagina que o produto é fruto de uma invenção que, inicialmente, não tinha utilidade. Em 1968, o químico norte-americano Spencer Silver desenvolveu um adesivo que aderia suavemente às superfícies e podia ser removido e recolocado facilmente. O invento, no entanto, foi deixado de lado até 1977, quando Art Fry, colega de Silver na 3M, encontrou uma função para ele.
          Fry passou a aplicar o adesivo em tiras de papel para marcar o livro do coral da igreja em que cantava. Interessada pela novidade, a 3M realizou pesquisas com os consumidores, que ainda assim não encontraram uma utilização para o papel-adesivo. Finalmente, no ano seguinte, os bloquinhos tornaram-se populares a partir de uma ação de degustação. A empresa distribuiu amostras entre os consumidores e 90% deles disseram que comprariam o produto.



Criadores são indicados ao Hall of Fame dos Inventores

          Em 1980, o Post-it seria oficialmente lançado nos Estados Unidos. A importância do produto é tanta que no ano em que são comemorados os 30 anos da marca os criadores foram indicados ao Hall of Fame dos Inventores dos Estados Unidos. No Brasil, Post-it também comemora o aniversário. Ainda este mês chegam ao mercado embalagens que homenageiam a data e durante todo o ano estão sendo realizadas ações promocionais.
          Uma delas foi um concurso cultural promovido pelo o hotsite Post-it 30 anos até o começo desta semana. A ação convidava os internautas a acessarem o endereço eletrônico, descobrirem qual era a frase da semana e completá-la pelo Twitter, com a hashtag #postit30anos. Durante as etapas, foram distribuídos quatro iPods Touch e um iPad.
          Para o próximo semestre são previstas outras promoções no Twitter, onde a empresa faz ações mensais e distribui kits com produtos Post-it. O patrocínio ao blog Recado de Mulher é outra iniciativa da marca, com foco no público feminino. "Dividimos conteúdo e fornecemos alguns brindes. O blog traz temas de interesse das mulheres, que são nossas principais consumidoras. Os textos dão dicas de como usar os produtos Post-it, sempre de forma integrada com o assunto. A ideia é que seja interessante para quem lê, com um conteúdo relevante", ressalta Adriana.

Fonte: Mundo do Marketing
Autora: Sylvia de Sá

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

10 Tendências em Comunicação Digital e Mídias Sociais para 2011

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Erro de Marketing

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Desodorante de limão que clareia a axila

Esse novo desodorante da Garnier Bi-O promete deixar a pele das axilas mais claras em 28 dias.
Mas esse anúncio tem pelo menos duas coisas estranhas:

1) Esse "brilho" não dá a impressão de que o produto vai deixar a axila da menina mais clara que o resto do seu corpo??

2) O anúncio diz que o produto clareia a pele porque tem "AHA de limão" (mais um daqueles ingredientes misteriosos). Mas... limão não é conhecido por manchar a pele??

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Tendências das atitudes de marca para 2011

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        As marcas já se tornaram protagonistas das questões de interesse de seus públicos. Parte significativa da construção das marcas mais relevantes do mercado hoje se dá por meio de causas e conteúdos ambientais, sociais, culturais, esportivos, de entretenimento e de comportamento. Na década final do século passado, as marcas ainda se perguntavam “se deveriam fazer”. Livres desta dúvida, atravessaram a década, que agora se encerra, definindo “o que fazer”. Escolhidos os seus focos de atuação, as marcas ingressam em 2011 preocupadas em “como fazer mais e melhor” para atender à crescente expectativa de seus stakeholders.
        Neste novo ciclo, os gestores das marcas buscarão tornar suas atitudes mais consistentes, diferentes e visíveis. Os investimentos em atitude de marca manterão um viés de crescimento, em direção aos 30% dos orçamentos de comunicação institucional e mercadológica das empresas no Brasil.
        Na área esportiva, a realização da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016 antecipam investimentos volumosos de grandes marcas, como o Itaú, Seara, Oi, McDonald’s, Budweiser, Coca-Cola, Adidas, Visa, Sony, Hyundai, Procter&Gamble, Samsung, Panasonic e Bradesco. Estes grandes eventos também estimulam outras marcas a definirem um posicionamento no campo esportivo, mesmo sem ligação direta com estas propriedades. Em geral, as marcas buscam agregar atributos clássicos transmitidos pelo esporte, como paixão, emoção, superação, conquista, brasilidade, entre outros.
        As atitudes de marca culturais serão afetadas pela decisão do novo governo de dar sequência, ou não, à mudança do modelo de investimento público na cultura, iniciado ao final do governo Lula. A substituição do sistema de dedução fiscal privada pelo financiamento público direto forçará as marcas que atuam nas artes, preponderantemente alavancadas pelo dinheiro grátis da dedução, a reverem sua participação no jogo. Neste possível cenário, a produção e a oferta cultural no país terão maior caráter público. Investido estritamente dinheiro de seus próprios orçamentos, permanecerão as marcas cuja atuação gera resultados efetivos aos seus objetivos institucionais e mercadológicos.
        A presença das marcas nas áreas de entretenimento e comportamento continuarão em expansão, principalmente pela necessidade das marcas de consumo estarem presentes nos momentos de lazer e no campo aspiracional de seus públicos. A explosão e diversificação dos shows e festivais musicais e a consolidação dos eventos de moda – todos patrocinados por marcas – exemplificam e confirmam esta perspectiva de crescimento.
        As atitudes socioambientais das marcas também continuarão a crescer fortemente, impulsionadas por dois fatores principais: a exigência dos consumidores para que as empresas adotem boas causas, confirmada na pesquisa goodpurpose 2010 da Edelman Significa, que revelou que esta é a expectativa de 82% dos brasileiros; e o amadurecimento dos conceitos e expansão da cultura da sustentabilidade na sociedade e, por consequência, nas organizações empresariais.
        Para concluir, é importante destacar dois fatores que atingirão de forma transversal todas as áreas de atuação das marcas: a explosão dos meios digitais e a ascensão socioeconômica de milhões de brasileiros. O primeiro fator já leva as marcas a ativarem suas causas e conteúdos em plataformas digitais próprias, interagindo por meio delas com as mídias sociais. E a crescente relevância da classe C no mercado de consumo obrigará as empresas a considerarem o perfil, os valores e as necessidades específicas destes novos compradores na atuação de suas marcas. Neste segmento, encontram-se as maiores lacunas e oportunidades para a construção de marcas com visão de aproximação, respeito e acesso.

*CEO da Edelman Significa Brasil

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Red Bull: atitudes que ressignificam o produto

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        “O que importa é o que o consumidor pensa quando segura uma lata de Red Bull nas mãos”. Com esta objetividade, a empresa de bebidas austríaca criou uma das marcas mais reconhecidas do planeta a partir de um único produto. Por meio de iniciativas organizadas em plataformas de ação claras, a companhia européia demonstra que atitudes de marca dão origem a experiências geradoras de vínculos e, também, de conteúdos que reforçam os atributos, o posicionamento e – principalmente – a identidade da corporação.
        Toda atitude de marca fundamenta-se em uma relação de cobranding. Ao associar-se a conteúdos ou propriedades esportivas, culturais, sociais, ambientais – dentre outras áreas -, uma organização tangibiliza seu universo de significados, cria experiências, engajamento e, por consequência, amplifica o potencial de ter maior valor atribuído por seus públicos.
        A história da Red Bull está intimamente ligada à trajetória de seu fundador, Dietrich Mateschitz. No início dos anos 1980, após tomar contato com as bebidas tônicas do oriente, o empresário idealizou a companhia e desenvolveu um conceito de Marketing para o produto, cuja comercialização teve como ponto de partida o mercado austríaco em 1987. No Brasil, a marca desembarcou 11 anos depois.

        Atualmente, a distribuição da bebida – que conta com outras variantes, como uma cola elaborada com recursos 100% naturais – contempla 160 países, responsáveis, em 2009, por um volume de vendas próximo das 4 bilhões de latas. O resultado, considerado positivo pela companhia em decorrência das turbulências resultantes da crise financeira, deveu-se sobretudo ao bom desempenho na Ásia, França, Alemanha e no Brasil, no qual o progresso foi de 30%. No total, as movimentações da empresa chegaram a € 3,2 bilhões em 2009, com um leve decréscimo em relação ao ano anterior, quando o montante foi superior em cerca de € 60 milhões, embora, segundo a companhia, o lucro e a produtividade tenham obtido melhores índices mesmo com a receita inferior.
        Os números elevados demonstram o valor de uma empresa que aposta na transcendência do produto ao transformar seus benefícios funcionais em atributos que inspiram e servem como insumos para o desenvolvimento de experiências cujos conteúdos reverberam a marca de forma muito mais ampla.
        Com plataformas de atitudes segmentadas em diferentes áreas, a empresa procura gerar, junto aos seus públicos, associações que remetam a ideias como coragem, superação, desafios e performance. Uma vez que o benefício do produto relaciona-se a fatores como energia, estado de alerta e desempenho, ocorre uma elevação de um nível material para uma dimensão comportamental, cujo universo simbólico facilita o desenvolvimento de atitudes e a decorrente criação de vínculos.

A organização das atitudes


        As atitudes da marca Red Bull seguem no Brasil a mesma estrutura adotada internacionalmente. Os eixos de investimento da companhia dividem-se em patrocínios individuais a atletas e equipes, esportes radicais, cultura e entretenimento. Na maioria dos casos, a marca associa-se a esportes de risco, como automobilismo, skate, parkour, modalidades aéreas e aquáticas. O porte dos eventos também é variável: a empresa empresta sua marca desde um circuito internacional de corrida de aviões até um campeonato de Taco realizado em Campinas, no interior de São Paulo.
        O número de ações, indivíduos ou equipes patrocinados pela companhia é numeroso e diversificado, o que permite a geração de uma grande massa de conteúdos a partir do desempenho dos apoiados. Os eventos proprietários também criam uma atmosfera de alto impacto sobre o cotidiano das localidades nas quais são realizados, de modo a gerar um elevado grau de repercussão sobre tais acontecimentos.
        As atitudes, sob a forma de experiências diretas ou patrocínios relativos a tais eventos, requerem consistência de conteúdos para que tenham relevância junto aos públicos interessados – que se dividem por segmentos diversos, dada a multiplicidade de áreas contempladas pelas iniciativas. A propriedade da equipe campeã dos mundiais de pilotos e construtores de Fórmula 1, por exemplo, ilustra tal preocupação. Ao optar por não ser figurante na categoria, a marca criou condições de exposição não somente baseadas em critérios midiáticos de volume, mas uma visibilidade qualificada pelo bom desempenho obtido na competição – critério que norteia as outras ações da companhia.


Comunicação adequada

        Com um investimento em marketing que consome aproximadamente um terço do seu faturamento, a Red Bull aproveita-se de um contexto no qual o consumidor amplificou o poder perante as marcas. Neste sentido, a empresa – por meio de suas atitudes – gera experiências e acontecimentos com potenciais próprios de conteúdo, os quais – além de reverberarem a identidade da companhia – divulgam a marca sob formas diversas, seja em uma corrida aérea, em um festival de música no metrô de grandes cidades ou na aquisição de direitos sobre uma equipe de automobilismo.
        No livro Brand Hijack, o autor Alex Wipperfürth afirma que o mais recomendável é fazer com que o mercado expanda voluntariamente o conhecimento de uma marca. Em um trecho dedicado ao caso da companhia austríaca, o escritor afirma que a organização “oferece uma visão com a qual as pessoas se identificam e desejam envolver-se de modo mais profundo”.
        Segundo Wipperfürth, enquanto a rotina tradicional da gestão de marcas direciona esforços para o volume e o lucro, marcas vanguardistas muitas vezes abrem mão dos números para aprofundar o vínculo junto aos públicos por meio de experiências consistentes. E, quanto mais exclusivos e abrangentes os contatos com a marca – no que o autor chama de “perspectiva inclusiva” – maior atratividade a empresa constrói junto ao mercado.
        No caso da Red Bull, de acordo com Wipperfürth, cria-se um “ar de exclusividade” para os consumidores com ações em bares, festas e sets de filmagem, bem como um acesso limitado a itens personalizados (como camisetas) e uma “deliberada limitação na distribuição do produto quando se adentra um novo mercado”.
       Ao analisar o caso da empresa de bebidas, o livro aponta para a capacidade desenvolvida pela Red Bull de agir junto a influenciadores que, no contexto de suas atitudes, geram um efeito “word of mouth” altamente eficaz. Conheça os principais eixos que sustentam as atitudes da Red Bull:

1. Conexão ao negócio: as experiências geradas pela companhia dialogam com os benefícios funcionais do produto vendido, de modo a estabelecer conexões que resultam em percepção de valor e, consequentemente, em lembrança no momento da compra.

2. Alinhamento à marca: as atitudes tangibilizam os atributos componentes da marca Red Bull ao criarem uma dimensão comportamental para potencializar as características do produto vendido pela companhia.

3. Relevância perante os públicos: os eventos e patrocínios abrangem áreas vinculadas aos atributos, porém diferentes quanto a temas de interesse ao contemplarem desde um campeonato de skate até residências artísticas. Por atingir diferentes segmentos sem perder a coerência perante a identidade, a marca amplifica, de forma integrada, seu universo simbólico e, assim, expande sua perspectiva de vendas e lealdade.

4. Ativação adequada e criativa: a Red Bull comunica-se menos por ser uma marca de produtos de consumo e mais por se caracterizar como uma empresa geradora de conteúdos vinculados a um determinado conjunto de símbolos e significados que engajam públicos de diferentes naturezas em torno de um mesmo rol de atributos. A comunicação por meio das atitudes amplia o espectro de conteúdos a serem disseminados, o que contribui para a diversificação de formatos, meios e mensagens a serem propagados a partir das iniciativas.

5. Glocal: em meio ao grande volume de ações, a Red Bull concilia eventos de porte global, como o circuito de corridas aéreas e atitudes ligadas à particularidade de territórios específicos, como uma “roda de bola” feminina (prática em que um conjunto de pessoas toca uma bola de futebol sem deixá-la cair) no Rio de Janeiro. Esta articulação demonstra a abrangente presença da companhia e um conhecimento centrado em determinados mercados.

* Esta reportagem foi publicada originalmente no portal Com:Atitude e agora no Mundo do Marketing de acordo com parceria que os dois portais mantêm.



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Quer economia de verdade? Pague à vista

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Com o maior juro do mundo, comprar no Brasil é bem mais barato se feito de uma só vez. Poupar para pagar no ato pode evitar que o custo final seja o dobro

Quer economia de verdade? Pague à vista

          Ano novo, sonhos de consumo novos. Casa, carro, viagens, eletrodomésticos, pós-graduação no exterior, etc. Com renda em expansão e crédito, muitos produtos passaram a caber no bolso do brasileiro. Ficou mais fácil consumir e também sucumbir ao endividamento. Como o Brasil segue invicto como detentor da maior taxa de juro real do mundo, vale muito mais a pena poupar e fazer compras à vista do que entrar num financiamento; sem contar que esta última opção, se mal administrada, por se tornar uma armadilha.
          Especialistas ouvidos pelo site de VEJA aconselham os consumidores a colocar na ponta do lápis as parcelas do empréstimo e o prazo necessário para quitá-lo, levando em consideração os juros. Não se deixe enganar pelo valor da parcela, mesmo que ela se encaixe no orçamento. A conclusão é que um bem ou serviço financiado pode custar o dobro do que se fosse adquirido à vista. Visto de outro modo, considerando-se um valor fixo de contribuição mensal, consegue-se bancar o produto almejado na metade do tempo. É preciso frisar ainda que muitas empresas ainda dão desconto ao receberem o valor da venda de uma só vez.
          Calculos feitos pelo economista George Ohanian, professor de finanças pessoais do Insper, permitem comparar estas opções. Uma pessoa com renda de 10 000 reais, por exemplo, ao poupar 15% de seu salário mensalmente, ou seja 1 500 reais, consegue pagar um automóvel que custa 50 000 reais à vista em três anos e meio, considerando um rendimento da aplicação em 0,5% ao mês. Com um financiamento a uma taxa de juros de 2,50% ao mês e uma parcela de igual valor (1.500 reais), o mesmo bem demoraria o dobro do tempo para ser quitado. Para que o pagamento fosse concluído em três anos e meio, a parcela mensal sairia 600 reais mais cara, consumindo 21% do salário. “Dependendo da taxa de juro, o tempo que se demora para pagar a dívida é tão grande, que se gasta o suficiente para comprar duas vezes aquele bem”, alerta Ohanian.
          Ciente da vantagem de comprar à vista, a dentista Larissa Freschi, 27 anos, de São José do Rio Preto (SP), já incorporou o planejamento financeiro ao seu dia-a-dia. Em apenas dois anos, ela juntou dinheiro suficiente para trocar seu Ford Fiesta modelo 2003 por um Renault Sandero 2010 completo, sem apelar para o financiamento. Para isso, poupou a cada mês aproximadamente 30% de seu salário. E ela já tem o dinheiro para pagar o IPVA de 2011. “Pesquiso muito antes de comprar qualquer coisa e só compro o que estiver em promoção ou for mais barato. Sempre penso se realmente preciso daquilo”, afirma. O costume de poupar foi reforçado pela sua condição profissional. Larissa é autônoma e sua renda varia mês a mês. Além disso, ela não pode contar com o 13º salário. “Se acontecer alguma coisa que me impeça de trabalhar, como vou fazer? Preciso ter um dinheiro guardado”, avalia.
        Planejamento – Larissa traduz na prática velhas dicas dos especialistas: estabeleça um objetivo, faça um planejamento para atingi-lo e tente não sair da linha. “É importante saber quanto se quer poupar e o que fazer com o dinheiro. Isso funciona como elemento motivador do planejamento”, ensina o professor do Insper. Uma vez tomada a decisão, é preciso mapear os gastos dispensáveis, e acompanhar o orçamento familiar mensalmente. Atitudes como analisar o extrato bancário, guardar os comprovantes de pagamentos dos cartões de débito e crédito e levar uma lista de compras ao supermercado facilitam na hora de elencar e eliminar despesas desnecessárias. “É surpreendente como descobrimos quão grande são gastos supérfluos ou substituíveis”, avalia Ohanian.
          Para atingir os objetivos mais rapidamente, é preciso tomar cuidado extra com outro vilão da poupança: as compras por impulso. Para os descontrolados, a recomendação é deixar o cartão de crédito em casa. Ao não ceder à tentação imediata das vitrines, o candidato a gastador por reavaliar a ideia em casa, com calma, e até abandoná-la.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Nestlé é a marca de maior prestígio do Brasil

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          A Nestlé foi premiada com o primeiro lugar no ranking Época Negócios 100 - As Empresas de Maior Prestígio do Brasil, em evento realizado na noite de ontem, em São Paulo. O prêmio promovido pela revista indica as companhias mais apreciadas do País e está em sua terceira edição. Para definir os vencedores, a publicação ouviu 15 mil pessoas no território nacional.
          Ivan F. Zurita, presidente da Nestlé Brasil, recebeu a grande premiação da noite das mãos de Frederic Kachar, Diretor Geral da Editora Globo. A empresa também foi vencedora na categoria Alimentos. "Não se pode ficar parado. É fundamental se reinventar", comentou Zurita, durante a celebração que reuniu centenas de líderes empresariais e executivos no Museu Brasileiro da Escultura (MUBE).
         Para definir a lista das cem companhias de maior prestígio do País, a Época Negócios colheu as percepções de 15 mil brasileiros em todas as regiões do Brasil. Os quesitos utilizados na classificação das companhias foram admiração, confiança, inovação, produtos e serviços, responsabilidade social e ambiental e tradição. Foram reconhecidas as 10 empresas com marcas de maior prestígio e as que se destacaram em 30 segmentos diferentes, desde Alimentos até Veículos Pesados.
          A pesquisa evidenciou ainda que, com a popularização das redes sociais e a chegada da geração Y, os jovens ganharam mais atenção das empresas. Para se aproximar desse público, algumas fizeram ações inéditas: a Nestlé, por exemplo, criou uma minissérie de TV e internet para jovens, chamada Tô Frito. Além disso, a companhia tem investido constantemente na comunicação regionalizada, levando em conta o perfil e os hábitos de consumo da população de cada região.


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Sadia usa embalagem como ferramenta de Marketing

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         Com pouco tempo para comer, às vezes lançamos mão da praticidade na hora de se alimentar. E tem momentos em que uma lasanha da Sadia cai bem. Assim como podem ser outros pratos congelados, desde que sejam da Sadia, claro. É assim que pensa a empresa. Afinal, ela utiliza muito bem a sua própria embalagem como ferramenta de Marketing. Esta abaixo era de uma lasanha e comunicava outros quatro produtos!

        Mas a Sadia é uma exceção. “A embalagem é reconhecida como uma forte ferramenta de Marketing pelos executivos do setor, mas ainda não é posta em prática nas companhias brasileiras, revelando uma oportunidade para as empresas que se adiantarem. Essa é a conclusão da pesquisa ‘A Embalagem como Ferramenta Estratégica de Marketing’, realizada pela GfK Brasil”, já dizia uma reportagem nossa há mais de um ano. 


          “Segundo o levantamento, 61% dos executivos ouvidos afirmaram que a embalagem tem papel importantíssimo nos planos de Marketing e na estratégia da empresa, enquanto que 81% dizem que usam a embalagem como ferramenta de Marketing. Alguns dados, no entanto, põem em dúvida as afirmações dos executivos. Somente 30% deles reconhecem que suas empresas possuem um quadro de colaboradores adequados para cuidar da embalagem. O seu aproveitamento como diferencial competitivo também é baixo, com apenas 46% das empresas afirmando desenvolver embalagens promocionais e 43% sazonais.”

Mundo Marketing

Sanrio cria site para vendas

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Dona da marca Hello Kitty pretende expandir sua atuação pelo país

          A Sanrio, dona da marca Hello Kitty, lançou uma loja virtual disponibilizando seus principais produtos. A empresa pretende oferecer seu portfólio completo a partir de 2011 e, com isso, expandir sua atuação no país. Até o momento os produtos mais procurados no site foram a torradeira Hello Kitty, a máquina de waffle e os bichinhos de pelúcia.


Pra quem quiser visitar o site, segue link.


Eu já me cadastrei..rsrs

domingo, 5 de dezembro de 2010

Link building com ajuda de redes sociais

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Prospecção de Links através de redes sociais



         Redes sociais existem independentemente da internet. Pode-se entender que essas redes congregam relações entre pessoas sobre um determinado tema ou discussão. A internet apenas fez com que essas pessoas não precisassem mais estar fisicamente próximas para que pudessem conversar sobre os temas que as interessassem. E esse é um dos pontos que devem ser aproveitados no link building.
         Enquanto navegam na Internet, as pessoas fazem muitas coisas ao mesmo tempo, uma delas é distribuir links. Pense em como as pessoas geralmente postam, em sites de redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter, links encontrados em seu processo de busca por informações. No Twitter, isso acontece com muita frequência, trata-se inclusive de uma estratégia para atrair seguidores, afinal ações como essas, além de promover muitos "RTs", podem fazer com que outras pessoas se interessem pelo conteúdo frequentemente postado.
         Basta o usuário achar que algo possa ser interessante para mais alguém e uma página acaba sendo referenciada através de links nas redes sociais.
         Ao navegar pela internet, o usuário também pode estar conversando no MSN ou algum outro software mensageiro e receber de seus colegas links de páginas com conteúdo útil ou engraçado, então ele pode entender que um desses links é relevante para alguém e postá-lo através do Twitter.
          Fica claro que, independentemente de onde o link será disponibilizado, o que provocará a referência à página será a importância de seu conteúdo. Isso acontece quando há uma relevância para o usuário. A forma mais pura e concreta de se trabalhar o link building.

O que é relevante para o usuário

         Se é oferecido algo para o usuário que é de seu interesse, as chances de que esse artefato seja promovido através de sites de redes sociais é grande. Imagine, por exemplo, que um programador que mantém um blog sobre tecnologia desenvolve um programa que resolve algum tipo de problema. As pessoas que precisam desse software provavelmente falarão sobre ele em seus perfis de sites de redes sociais e, consequentemente, alguém que possui um blog poderá falar desse software, mostrando um passo a passo de sua utilização e, assim, referenciando o site original para download do software em uma das páginas do blog.
          Por isso é tão importante que na estratégia de link building sejam pensadas ações que envolvam coisas úteis para resolver algum tipo de problema. Além disso, o bom conteúdo é primordial. No Twitter, no Orkut, no YouTube e em outros sites que reúnem redes sociais, é possível ver as pessoas falando sobre os conteúdos dos sites. Sites de nichos recebem muitos links, pois seus conteúdos especializados servem de solução para outras pessoas, que ao comentarem essas soluções em fóruns e blogs, acabam de certa forma referenciando a fonte original através de links. Trata-se de um apoio indireto por meio de sites de redes sociais.
         Imaginem um site de nicho que lança um infográfico com estatísticas desse nicho. O administrador do site pode utilizar o poder de relevância de seu Twitter, caso tenha bastante seguidores, para divulgar esse infográfico. Os seguidores conhecerão o infográfico e caso algum desses tenha um site e entenda que a peça é relevante, poderá publicá-lo referenciando a fonte original. Dessa forma, percebam que o cuidado em trabalhar o perfil no Twitter pode fazer toda a diferença, pois um Twitter com poucos seguidores não ajudaria muito nesse tipo de estratégia. Além de trabalhar um bom conteúdo, é necessário trabalhar também os perfis em sites de redes sociais, pois a força, o "capital social" deles é que determinará o sucesso das estratégias, não somente de social media, mas também de link building.

Viralização de artefatos através de botões sociais

         A internet é momento, e você precisa saber explorar isso, pois é importante que o conteúdo relevante chegue àquelas pessoas que, provavelmente, através de blogs, fóruns e outros sites irão referenciá-lo. Pense que em uma página, ao incluir algo interessante que as pessoas possam divulgar através de sites de redes sociais, é importante que isso seja facilitado. Caixas de botões como o AddThis podem ajudar nesse sentido, pois dão uma lista de opções. Dentre eles, sites de redes sociais, blogs, etc.


Acerte nas campanhas de email marketing no Natal e Ano Novo

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        As ações digitais para conquista de mais consumidores no final do ano ganham espaço cada vez maior na comunicação entre marcas e público. Acompanhe abaixo algumas dicas, e veja como garantir a assertividade nas ações de email marketing, comumente aplicadas com mais frequência na época mais movimentada do ano.

1. Design: Lembre-se de que, em qualquer segmento, design agrega valor ao produto. Por isso, inove no design da comunicação, diferencie o email marketing sazonal dos demais enviados ao longo do ano. Procure traduzir o "espírito festivo" da época em uma peça visualmente atraente e não se esqueça de desejar Boas Festas aos destinatários. Uma mensagem simples, mas com um design elegante pode fazer a diferença.

2. Conteúdo: A inovação também pode estar presente no conteúdo da mensagem. Uma linguagem mais descontraída do que de costume pode transmitir uma certa aproximação. Resista à tentação de criar mensagens muito extensas, com uma grande variedade de conteúdo ou de produtos. Lembre-se de que seus destinatários receberão outras mensagens comerciais, provavelmente, de seus concorrentes. Procure oferecer conteúdo relevante e crie um diferencial para sua empresa. O último item desta lista traz dicas de como trabalhar este diferencial!

3. Frequência: Fim de ano é sinônimo de muitos presentes, muitas guloseimas e... muitas mensagens de festas. Aumentar a frequência de envio de email marketing nesta época é natural, pois mesmo já muito próximo ao Natal, sempre há alguém atrasado com as compras e que precisa "desesperadamente" de opções. Apenas cuidado para não parecer insistente ou, pior, apelativo. Acompanhe os relatórios de seus envios para verificar o interesse dos destinatários por seu conteúdo e para checar se o aumento na frequência de envio de email marketing está realmente trazendo retorno.

4. Personalização e Segmentação: Verifique se a base de contatos está devidamente preenchida e atualizada. Numa época em que recebemos tantos "Feliz-Natal-e-Próspero-Ano-Novo" automáticos e vazios, use as informações dos destinatários para personalizar suas mensagens e fazer uma comunicação one-to-one, tratando-os como indivíduos únicos. Segmente o email marketing oferecendo conteúdo relevante de acordo com cada interesse. Após o primeiro envio, analise os resultados e crie novas segmentações, com base na interação dos usuários com a mensagem e na navegação pelo website.

5. Diferencial: Analise o que seu concorrente NÃO está fazendo e o que você poderia fazer de melhor. Nesta época do ano, as pessoas estão ainda mais atarefadas e sem tempo. Portanto, a preferência de compra vai para quem oferece mais vantagens, facilidades e a melhor relação custo benefício. Para as B2B, além do tradicional cartão de boas de festas, que tal incluir um convite para uma confraternização ou um benefício relacionado ao serviço prestado por sua empresa? Nada melhor para começar o novo ano com o pé direito e bons relacionamentos!




sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

BOM FINAL DE SEMANA A TODOS!!

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Consumismo na sociedade capitalista

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Olá...
Queria dizer que é um longo artigo, mas que vale muito a pena ser lido e ao final assista ao vídeo que postei para que as idéias fiquem ainda mais claras.

1. Introdução

          A exploração sensorial humana repercutiu no desenvolvimento intelectual, no progresso tecnológico, na transformação da sociedade de subsistência para a de consumo. Valores foram transgredidos, concepções alicerçadas em ideologias profanadas pela ganância, posse irrestrita, consumo desmedido. Os insumos foram propagados e os reflexos são inexoravelmente problemáticos.
          Nesse novo milênio, pode surgir como uma possibilidade democrática de conscientização e alteração, de formulação de novas teorias e práticas que, em menção da sobrevivência saudável do homem ser aspecto questionável perante este cenário de modernidade, pode contribuir para o desenvolvimento de valores, atitudes e comportamentos mais positivos em relação à saúde e qualidade de vida (Sérgio, 2001; Nahas, 2003).
          O aprimoramento do mundo capitalista foi repercutido pela visão mercantilista posterior a era feudal, sendo enfatizada pela expansão ultramarina e revolução industrial. As duas grandes guerras igualmente promoveram a produção em série e em larga escala, sendo então a partir desta época regido por ideais de consumo, aspecto de compra e venda, de necessidades. Em conseqüência disto, o homem adquiriu hábitos de vida deletérios, obcecado pelo poder aquisitivo para possuir os produtos divulgados pela sociedade de consumo (Carvalho, 1998b; Pedro, 1981).
          Atualmente, a sociedade ocidental é fundamentada pelo poder da mídia (televisão, livros, revistas, jornais, novelas, filmes), marketing e propaganda. Os devaneios motivados pelo delírio ocasionado pelo desejo exacerbado de acúmulo de capital repercutem na degradação ambiental, exploração sexual, discriminação, preconceito, exclusão, problemas de saúde, entre outros. O mundo será ainda mais demarcado por países desenvolvidos e subdesenvolvidos, a produção e o trabalho serão destinados a um fim determinado pelo sistema forjado por aspectos políticos e econômicos do neoliberalismo (Carvalho, 1998b; Richers, 1981)
          A mudança de mentalidade faz-se necessária, eliminar equívocos futuros, resgatar valores e formular novas teorias.


2. A sociedade de consumo

          De acordo com Martínez Alvarez (1999), a singular inovação tecnológica alicerçada na crença do rudimentar desenvolvimento intelectual, predispõe o homem primitivo como ser pouco inteligente, é amplamente difundida na precária rede de difusão de informação. Em conseqüência disso, o entendimento sobre o desenvolvimento histórico e universal do ser humano passa a ser desconsiderado como prioridade pelos detentores do poder.
          O ser humano é uma construção histórica que adquire seus valores e objetivos baseado em estereótipos, em fundamentos alicerçados, atualmente, em uma mentalidade mecanicista legitimada pelo padrão capitalista de qualidade de vida que, caracteriza a realização individual pelo acúmulo de bens materiais. Os reflexos desta mudança comportamental a partir da era pré-histórica são diretos, repercutindo na sociedade como responsabilidade inerente de transladação desse raciocínio em beneficio da satisfação e harmonia coletiva (Sérgio, 2001; Carvalho, 1998a).

2.1. Explosão do consumo

          Pedro (1981) explica que a Era do Obscurantismo (Idade Média), quando a igreja presumia o controle do fluxo de pensamento, arte e comércio, as pinturas apenas poderiam representar cenas religiosas, a salvação apenas concedida através de 'dinheiro', a ciência enveredada pelo misticismo, indivíduos acusados de bruxaria, excomungados por desrespeitar Deus, carnificinas em praça pública.
          Após advento deste período, sucede o feudalismo, ocorre o ressurgimento do comércio, sociedade dividida em feudos, comércio baseado na troca, o surgimento do excedente passa a ser vendido, gerando algum lucro. Após queda do feudalismo devido às invasões bárbaras, ocorre renascimento comercial, a renascença, a expansão ultramarina, a reforma religiosa, revolução industrial culminante na configuração atual do capitalismo.
          No final da II Guerra Mundial (1940-1945) a produção global de bens apresentava crescimento vertiginoso, aumenta número de automóveis, o consumo de petróleo eleva-se, a maior produção e oferta de bens materiais favorece o surgimento de uma sociedade que faz apologia ao consumo. Surgem os típicos problemas atuais: obesidade, ausência da prática de exercícios físicos, estresse, sedentarismo, ou seja, os fatores de risco (Carvalho, 1998b).
          Esta concepção de comércio, de consumo versus produção, gera a divisão de países, em de Primeiro e Terceiro Mundo, gerando as desigualdades sociais hoje existentes, o maior flagelo causador dos problemas reinantes (Carvalho, 1998a).

2.2. Poder da mídia

          O modelo comportamental é calcado em estilos de vida apresentados pela mídia, através de novelas, filmes, revistas e demais fontes. São elementos padronizados, referenciando o melhor modelo físico, a mais oportuna posição social, a formação intelectual mais apropriada, o vestuário mais elegante, as músicas mais modernas, o pensamento mais digno (Canclini, 2002).
          A reverência ao corpo perfeito promove o uso de anabolizantes com todas as suas conseqüências danosas à saúde como: atrofia de mamas e testículos, câncer de fígado, crescimento exagerado de pêlos, infertilidade, engrossamento de voz nas mulheres. As perigosas dietas alimentares se multiplicam e são veiculadas como saudáveis e milagrosas. Possivelmente, a referencia da mídia ao corpo perfeito tenha gerado milhares de casos de bulimia (indução ao vômito após alimentação) e anorexia (ausência de ingestão de comida). Além disto, há a prática de exercícios físicos de forma demasiada, ocorrendo lesões sérias e traumatismos.
          O sobrepeso, visto hoje como o grande vilão da sociedade moderna, muitas vezes é corrigido com a adoção de intervenções cirúrgicas (lipoaspiração, cirurgia para redução do estômago), quando o problema poderia facilmente ser compensado através de dieta alimentar apropriada e prática de atividades físicas.
          A auto-imagem é abalada perante a adoção de modelos-padrão, cujas estruturas corporais são consideradas perfeitas, sendo na realidade uma ilusão, apenas imagens construídas e recobertas por muita superficialidade e, muitas vezes, construídas por recursos tecnológicos de computação gráfica (ex: fotoshop). Progressivamente o número de cirurgias plásticas aumenta, sendo muito grande a busca por correções no nariz, orelhas 'de abano', lipoaspiração, aumento de mamas.
          Outra problemática é a precoce sexualidade infantil, o aparelho televisivo desrespeita grande faixa etária de seus telespectadores, não enquadrando sua programação por idade e horário.
          Gonçalves (2002) afirma que as drogas lícitas (cigarro, álcool) foram por diversos anos estampadas como sinônimo de liberdade, auto-afirmação e poder. O indivíduo ao fazer seu uso obtinha aceitação geral do grupo ao qual pertencia. Erroneamente é a ferramenta que muitos utilizam como forma para combater a depressão, timidez, estresse, insatisfação pessoal. Principalmente os jovens ao defrontarem-se com um mundo muito diverso daquele que imaginavam na infância, desolam-se, e por isso, conforme Renato Russo: "... e há tempos são os jovens que adoecem, e a tempos o encanto está ausente".
          Exibe-se muita violência, erotização, programas sem cunho educativo, retratos do entretenimento que agridem a dignidade humana. A internet que deveria ser utilizada como suporte a intelectualização, apresenta como seus sites mais visitados: pornográficos e jogos.
          Abolir a estes ditos é pertencer à classe dos excluídos e retardatários na modernidade. Prevalece a discriminação como forma de salientar a aceitação de apenas o que é estabelecido como belo, como melhor. Inviabiliza-se a individualidade, a possibilidade de escolha. O espectador é visualizado como ser irracional, o ócio induz à real aceitação dos valores impostos sem utilização do senso crítico peculiar do homem, sendo gradativamente alienado, embutido de crenças favoráveis a poucos.
         
2.3 Sociedade do desperdício

          De acordo com Pena (1999), perante produção arraigada pela competição industrial, aliada ao poder de marketing, ocorre à indução do homem à crença da necessidade de produtos os mais diversos, que muitas vezes são inúteis, ou facilmente poderiam ser substituídos por outros mais facilmente acessíveis. O constante progresso emite a idéia freqüente de obsolência e a modernidade torna tudo ultrapassado em espaço minúsculo de tempo.
          Muitos destes produtos possuem ciclo de permanência efêmera, facilmente exemplificada através dos descartáveis, como os copos plásticos, garrafas de refrigerante, além de latas de conservas, latas de cerveja, bebidas e líquidos diversos em vasilhames de vidro não-retornáveis e muitos outros. Esta dinâmica aumenta drasticamente a produção anual de lixo, não havendo muitos locais apropriados para a sua deposição.
          A reciclagem é medida viável, mas a consciência do racionamento e reaproveitamento é primordial. Os resíduos quando não postos em local adequado, podem afetar a qualidade dos lençóis freáticos minando a qualidade da água. Excesso de lixo nos rios e nas cidades de forma geral promove as enchentes. É igualmente o maior fator de poluição marinha, extinguindo muitas formas aquáticas e originando áreas impróprias para banhistas.
          Toneladas de alimentos não são consumidos, muitos entram em estado de putrefação, quando poderiam constituir como elementos do cardápio de escolas, creches, asilos, instituições de caridade. Peças de vestuário ainda em condições de uso são eliminadas, e poderiam obter similar fim dos alimentos. Ocorre ainda o desperdício da água, constituindo esta a possível causa de uma grande terceira guerra. Litros são gastos em banhos demorados, lavagem de carros, calçadas, higiene bucal, problemas na tubulação (vazamentos). Isto será no futuro um empecilho, visto que o processo de retira do sal da água é bastante dispendioso.
          A atividade física por intermédio do condicionamento do trabalho em grupo, respeitando a individualidade e as conseqüências das ações particulares sobre o conjunto maior, pode auxiliar na fundamentação da consciência ambiental perante a preocupação da saúde do mundo. Pois é prioritário para a manutenção da qualidade de vida, a disponibilização de condições ambientais, sociais e econômicas. Isto em vista do bem-estar físico e mental ser inerente aos aspectos primários (genéticos) como igualmente aos aspectos do meio, e a preocupação e responsabilidade social perante este quesito não devem ser tardias, evitando maiores problemas futuros.

2.4. Ideologia do conforto

          Segundo Pena (1999), inerente ao aspecto da sociedade de consumo está a aderência ao luxo, à ambição desmedida, cuja ascensão social torna-se objetivo primordial de uma existência. Nesse sentido, a qualidade de vida não se enquadra em sentir-se intimamente realizado (de acordo com suas aspirações individuais), e coletivamente (ser útil para a sociedade). Apenas a satisfação individual constitui, segundo alguns, a designação de qualidade de vida.
          Santos (2003), constatou que a qualidade de vida, na visão de estudantes universitários de ciências tecnológicas, é fruto das conquistas de aspecto material, de status, de poder econômico e de posição hierárquica. Na realidade esta concepção é conduzida pelo modelo capitalista que induz ao forte poder de consumo, e paulatinamente o necessário não é suficiente. Deter o melhor produto, a mais valiosa preciosidade, os mais diversos tipos e modelos de elementos é fundamental.
          A princípio esta idolatria inicia com a necessidade do poder aquisitivo aos recursos básicos: alimentação vestuário, moradia, educação, saúde. Ou seja, a sobrevivência é determinada por intermédio do dinheiro, e a ideologia ao conforto, através das apelações constantemente bombardeadas através do marketing é amplamente facilitada (Richers, 1981). Paulatinamente esse desejo da posse cresce, gerando círculos viciosos onde quanto mais se têm, mais se quer. É a ambição, o consumo exacerbado.

2.5. Problemas Físicos e Mentais
         
          Ocorrências de estresse, depressão, sedentarismo, distúrbios de sono (insônia), dificuldade de concentração, má alimentação, obesidade, colesterol aumentado, hipertensão arterial, diabetes, são algumas conseqüências vigentes desta sociedade, sendo gradativamente agravados com o passar do tempo em decorrência da má adaptação do organismo humano ás alterações ambientais promovidas pelo sistema de produção e consumo vigente ( Goldenberg & Elliot, 2001; Guedes, 1995; Nieman, 1999).
          A conscientização promovendo a recepção de um estilo de vida saudável é uma forte aliada à promoção da saúde, aliviando e, em alguns casos, eliminando distúrbios (mentais e físicos). Reduzir substancialmente os níveis de inatividade física é uma das principais metas dos governos do primeiro mundo, pois as evidencias tem demonstrado insistentemente que a atividade física de lazer estimula a auto-estima e proporciona benefícios à aptidão física relacionada à saúde.

2.6. Crescimento da indústria farmacêutica

          Em virtude aos diversos distúrbios orgânicos comentados anteriormente e aos ideais do sistema capitalista, os laboratórios de pesquisa médica proliferam fórmulas químicas onde todas apresentam o mesmo princípio ativo. Além de em muitos casos a solução fundamental não residir em medicamentos desta linha de atuação, sendo suficiente à adoção de atitudes e formas de comportamento pouco diversos dos padrões comportamentais exigidos pela sociedade de consumo. Toda substância química apresenta efeitos múltiplos no organismo, sendo possível afetar órgãos debilitando a saúde.
          A atividade física pode promover a melhora de muitos aspectos negativos à integridade física, reduzindo o consumo de muitos remédios que podem não resolver o problema. A medicina alternativa, técnicas de relaxamento (prece, meditação, massagem), dieta alimentar balanceada, prática de atividades físicas, noites de sono tranqüilo, lazer ativo, abandono de comportamentos de risco, são alguns dos elementos que garantem o que é estritamente necessário na área médica convencional (Goldenberg & Elliot, 2001).

2.7. Degradação Ambiental

          Pena (1999) acredita que o consumo exagerado repercutirá no futuro do planeta, cujas conseqüências podem ser nefastas, pois a ação desmedida e a ambição anulam o raciocínio sistêmico, onde não há culpados, o ser humano simplesmente constitui parte de um universo e mantém relações com seus elementos, e a solução reside em seu relacionamento com o "inimigo". As mudanças ocorridas ao longo dos anos, poluição excessiva da água, solo, atmosférica, sonora, expansão da exploração mineral, da produção econômica, além do crescimento populacional sem controle adequado de natalidade, originarão alterações que o planeta talvez não comporte.
          Estes fatores influenciarão na qualidade de vida, pois recursos diversos estarão escassos e alguns indisponíveis, alterando a constituição primária (genética) dos organismos vivos. A adequação à nova realidade exigirá esforços desconhecidos, cujos resultados igualmente são imprevisíveis. Em menção a isto, a responsabilidade social e bom senso crítico são essenciais na seleção das atitudes atuais (Krüger, 2001; Pena, 1999).
         
3. Considerações finais

          O consumismo inconsciente está arraigado em desastres que comprometerão o futuro mundial, proliferando a idéia do estabelecimento de uma sociedade alicerçada no desenvolvimento sustentável (desenvolvimento baseado em princípios que permitem a sustentação do sistema por longo período de tempo, sobrevivendo perante intervenções que garantem seu melhor funcionamento e evolução). A concepção mecanicista torna-se insensível na visualização do ciclo de eventos, da causa e efeito que irrompem (aparecem, brotam) em qualquer sistema.
          Investir na mudança de hábitos (comportamentais, sociais, físicos), a alteração de enfoques de vida, a visualização da importância da boa convivência no grupo maior. Incentivar a conquista da saúde positiva (individual que reflete na coletiva), ou seja, designada pela capacidade de ter uma vida dinâmica e produtiva, confirmada geralmente pela percepção de bem-estar geral.
          Os elementos que debilitam a qualidade de vida devem ser combatidos através da aceitação de um estilo de vida ativo e saudável baseado na alimentação balanceada, prática constante de exercícios físicos, abandono do consumo de drogas lícitas (cigarro, álcool) e ilícitas (maconha, cocaína), pratica de sexo seguro, ser adepto do lazer ativo, não ultrapassar os limites do organismo, manter bom relacionamento interpessoal, respeitar os horários de sono, evitar situações de acentuado nervosismo e irritação, praticar técnicas de meditação, relaxamento.

Esse vídeo (a história das coisas) foi exibido numa das minhas aulas com o Professor Betinho...
Queria agradecê-lo pela paciência que teve durante todo o ano.


A história das coisas

Redes Sociais: Riscos e Oportunidades para o Marketing

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          Que fatores são considerados chaves para que as empresas mantenham um sólido relacionamento de longa duração com clientes e stakeholders nos dias de hoje? Como promover uma estratégia de Marketing focada na geração de valor de seus clientes, considerando um mundo cada vez mais competitivo e complexo, um ambiente em que a comunicação rompeu definitivamente a barreira do “Eu falo e muitos ouvem” e evoluiu para o estágio da co-criação, do “todos ouvem, dão feedbacks e constroem a verdadeira comunicação”?
         Um contexto “apimentado” pelas novas tecnologias, entre elas as redes sociais e pela (des)construção de padrões de comportamento promovidas por uma nova geração, ou por que não dizer por duas novas gerações, denominadas por “Geração Y” e “Geração Next” e, complementando, um mundo que observa um novo comportamento de compra denominado por “neoconsumo”, dificultando cada vez mais a vida de profissionais de Marketing e executivos em geral.
         Nesse cenário, o esforço de Marketing não pode mais ser visto como consequência de produto. Não existe mais espaço também para que as estratégias de Marketing sejam simplesmente encaradas como estratégias de apoio à vendas. É preciso engajar, conquistar o consumidor, o parceiro e qualquer stakeholder da cadeia. Vender a qualquer preço não pode ser o mais importante sem se preocupar com a relevância do que está sendo vendido ao cliente e, consequentemente, sem pensar em qual impacto essa “má venda” trará na fidelização deste cliente.         
         Cliente insatisfeito com o produto “empurrado” não será alvo fácil de uma estratégia de cross-selling, up-selling, etc… e com certeza causará um impacto negativo na imagem da empresa, entrando ai sim, o papel definitivo das redes sociais. É preciso ser rápido e transparente quando isso acontece nas redes. Caem no descrédito empresas que tiram do ar os comentários negativos promovidos por consumidores em seus blogs sem se preocupar em dar o minimo de feedback. Existem até (mesmo nos dias de hoje) as empresas que optam por processar clientes que usam a rede para critica-las ou a seus produtos, o que acaba por potencializar a crítica, numa estratégia que me parece equivocada.
         Também responder a todos os apontamentos negativos com uma frase padrão pode ser até pior e optar por responder as criticas uma a uma, parece ser inviável. No geral há uma confusão entre ser rápido e ser eficiente nas redes: não dá para enviar uma resposta por impulso, para dizer qualquer coisa. Acredito que o mais coerente seja mapear o que está sendo dito de negativo (é o chamado risco das redes) e criar ferramentas positivas de comunicação, usando a própria rede para gerar um viral e contrapor esses pontos.
         Pensando nas oportunidades para uma empresa estruturada e que utilize corretamente as mídias sociais, elas são imensas. Por que não utilizar as redes sociais para construir um relacionamento contínuo com clientes e sua cadeia de steakholders? Para o incremento do brand awareness, testar a adesão a novos produtos e serviços ou para promover geração espontânea de leads e, aí sim, a consequente rentabilização do negócio? Importante, sim, um bom planejamento em midias sociais (cada vez mais) para transformar o investimento nesses canais em oportunidades, ao invés de risco. Aliás, outros dois grandes desafios se apresentam aos profissionais que atuam nessa área: 1. como criar mecanismos eficazes que comprovem a eficiência do investimento nas redes; e 2. como promover o link entre essas redes e as demais estratégias de comunicação da cia, criando uma estratégia multi-canal.
         Um outro desafio latente e totalmente menosprezado pelas organizações é o potencial e necessidade de engajar seus colaboradores através das redes sociais para que trabalhem pela imagem positiva da cia. Dados do meio digital apontam que as empresas brasileiras estão entre as mais controladoras do mundo, impedindo seus colaboradores de acessarem canais como twitter, monitorando ou proibindo o que cada funcionário expressa nas redes, dificultando até mesmo o acesso à plataformas de community marketing proprietárias desenvolvidas pela organização para o público externo.
         Afinal, cases vencedores dos mercados americano e europeu ainda não nos ensinaram que, nos dias de hoje, temos que encarar o ambiente digital como um aliado, como uma oportunidade? Até quando vamos continuar nos enganando, decepcionando nossos colaboradores, perdendo um importante canal para engajamento e, o pior, perdendo talentos desistimulados por atitudes como essas? Pensando na geração Y, esse impacto negativo do “controle voraz” é ainda maior. Nos Estados Unidos, por exemplo, esse cenário já é mais animador com empresas como Best Buy e Starbucks utilizando plataformas como o twitter ou o facebook para engajar seus colaboradores no melhor atendimento ao cliente.

                Midias sociais e redes socias (como um subconjunto da primeira) sendo impactadas diretamente por fatores como o Neoconsumidor e o surgimento das gerações Y + Next e, secundariamente, pela necessidade de encontrar medidas de mensuração para o investimento nessas redes e formatação de uma estratégia multicanal que link esse mundo com os outros ambientes. Essas midias e redes sociais, por sua vez, podem ser potencializadas e co-criadas no âmbito externo às organizações (via clientes e demais stakeholders) e no âmbito interno (via colaboradores). E tudo isso sempre envolvendo um risco e dezenas de oportunidades existentes que você, ou seus concorrentes, podem aproveitar.
         Por fim, fica a reflexão de que vivemos em um mundo de disruptura onde o papel do digital marketing e das redes sociais, com um número cada vez maior de usuários, é crescente e a idéia do “nada do que foi será” vira verdade cada vez mais “rapidamente”. Interessante pensar que há 10 anos era praticamente impensável compartilhar a grande quantidade de videos, fotos e dados que trafegam hoje pela web – videolog era uma utopia.
         Interessante também ver o poder da internet para promover o bem, a sustentabilidade, o “cyberativismo” ou o uso da web para o empreendedorismo digital. Quer melhor canal para empreender? Vale lembrar o exemplo dos “garotos” do Google e tantos outros. Não podemos também esquecer o uso da web para promover o ‘mal’, para atacar moralmente empresas e pessoas. Quem não participou (nem que fosse como expectator) do fenômeno “Cala a boca Galvão” que tomou conta do país durante a Copa 2010, promovido via Twitter? Nesse novo mundo, ganha importância cada vez maior temas como gestão de inovação e gestão do conhecimento. Afinal, é muito complexo viver na era dos fractais, da co-criação. A era onde cada vez mais somos um único organismo vivo e interligado. Somos todos um!


*Artigo Fabrício Saad que é estatístico com pós em marketing pela FGV e atualmente cursa MBA Executivo pela Fundação Dom Cabral. Foi executivo de marketing em empresas como SulAmérica ING, MasterCard, McCann Group, Grupo Abril e Bradesco. Twitter: @fabriciosaad

Convergência Digital Completa para 2050

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         Vídeo clássico bem conhecido pela maioria das pessoas mas que ainda continua nos levando a uma profunda reflexão. O locutor está no ano de 2051 e conta sobre todos acontecimentos que marcaram o mundo tecnológico. Seria uma profecia?
         O momento mais impactante do meu ponto de vista é quando o locutor diz que num futuro não muito distante (provavelmente em 2015) o GOOGLE compra a MICROSOFT. Será que o império da Microsoft está com os seus dias contados?
         O Vídeo também fala sobre o SECOND LIFE e o seu crescimento com avatares 3D imitando o mundo real. Infelizmente a Linden Labs, criadora do Second Life, como empresa está perdendo a sua força devido a sua administração central e monopolizadora, porém o conceito de avatares em 3D debaixo de uma nova administração e conceito será uma grande força, ao passo que os computadores forem mais rápidos e baratos.
         De fato, como diz o vídeo, viramos “Prosumor” mistura de Produtor e Consumidor de Informação. Realmente isso é o que significa a Web 2.0 Em 2011 o ponto culminante seria alcançado. Seria a Web 4.0 ?!?!
          Em 2050 o PROMETEUS seria a tecnologia que unificaria tudo que foi criado até hoje em apenas uma única e enorme mídia, seria a Convergência Digital Completa que tanto sonhamos, abrigando todos os “avatares terrestres” com as suas experiencias, memórias e sentimentos. Vale a pena Assistir !!







O que é Marketing Viral

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Marketing viral é uma forma de promoção com base na livre circulação de ideias através do boca-a-boca. Quando você gosta de algo, é da sua natureza compartilhar sua descoberta com alguém que gosta. Seja um amigo, parente ou colega de trabalho, você tem esse impulso de compartilhar uma coisa legal que descobriu com outra pessoa. E por sua vez, as pessoas com quem você compartilha, farão o mesmo com sua rede de amigos. Isso é o que "viral" quer dizer.

Do ponto de vista do marketing "viral", é fascinante por uma série de razões:

  • Distribuição: Um conteúdo viral se espalha como um vírus, em um loop constante de expansão que pode nunca acabar. Para o marketing online, espalhar o conteúdo infinitamente de pessoa a pessoa representa uma estratégia para promover o conteúdo de uma fração de esforço e os custos exigidos pelas técnicas tradicionais de marketing.

  • Alcance: Uma campanha de marketing viral bem sucedida pode aumentar exponencialmente o alcance de suas comunicações, colocando você em contato com milhares de possibilidades que, com sua abordagem de comunicação tradicional, não conseguiria acessar.

  • Consciência: Quanto mais as pessoas vejam o seu conteúdo, mais saberão quem você é, o que você faz, o que pode oferecer aos seus clientes. Não apenas isso: com o compartilhamento de conteúdo de um tópico específico, você se torna uma autoridade no assunto e as pessoas começam a te procurar naturalmente pedindo conselhos e recomendações.

  • Custo: O marketing viral é relativamente barato porque você não tem que planejar um orçamento enorme para promover seus produtos ou iniciar campanhas que atendam às necessidades de todos os seus clientes em potencial. Assim que o seu conteúdo começar a se espalhar de modo viral, seus fãs se tornarão seus melhores agentes de marketing.