sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Marketing e Paixão

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            Em tempos tão competitivos é natural que se espere do Marketing estratégias para conquistar, encantar e fidelizar clientes. Ou seja, atribui-se ao marketing a difícil tarefa de desvendar os segredos da paixão e criar um modelo para gerar e manter este estado entre clientes e empresas no ambiente dos negócios.Felizmente o Marketing possui pesquisas, teorias e ferramentas à altura de tal desafio. Além disso, trabalhar com marketing é apaixonante, portanto, o estado de quem de fato se dedica a compreendê-lo é "apaixonado".
             Em segundo lugar, quando se fala de fidelização, não estamos falando de outra coisa senão de uma "paixão comercial".A "escada" que conduz à fidelização começa com o estabelecimento de confiança. Sem ela, nem mesmo a primeira transação comercial pode ser realizada. Todos os esforços iniciais de comunicação, posicionamento, precificação, etc, visam conquistar a confiança dos possíveis clientes (prospects).
             Vencido o primeiro desafio, compreendemos que não basta obter confiança, teremos que fazer a gestão da confiança para que ela se mantenha ao longo do tempo originando credibilidade (aqui entendida como confiança mantida ao longo do tempo). Conquistada a credibilidade, teremos igualmente que fazer a sua gestão, mantendo-a sempre, ao ponto de conquistarmos a admiração de clientes, submetidos a sucessivos "momentos da verdade" positivos.
             Conquistar a admiração já é um estágio mais avançado na direção da fidelização. A conquista da admiração dos clientes demonstra que já não estamos simplesmente atendendo às suas expectativas, mas superando-as em alguma medida.
             Esta superação de expectativas terá que ser mantida através de uma política de atendimento, vendas e gestão orientada para o cliente. É a manutenção da admiração com níveis crescentes de satisfação a cada interação que conduz ao próximo estágio: o encantamento.
             Neste ponto há certa variedade de opiniões entre diferentes autores e pesquisadores: uns apontam para a necessidade de sobreencantar os clientes (superar o encantamento), outros no sentido da manutenção deste nível de encantamento.
             Qualquer uma das duas posições teóricas mais defendidas visa o mesmo objetivo: tornar o cliente apaixonado pela marca, produto, serviço e empresa!
             A paixão do cliente é a meta, o topo da montanha, ou se quisermos, o degrau almejado na escalada do sucesso comercial...
             A paixão é um estado intenso e por esta característica, clientes apaixonados tornam-se defensores e principais divulgadores das razões de sua paixão através do poderoso boca-a-boca; email-a-email; além das redes sociais e etc. Quem está apaixonado sempre defende o objeto de sua paixão.
             Trabalhar com Marketing é trabalhar com a parte mais humana, intensa, criativa, inovadora e instigante do universo dos negócios. O grande desafio do Marketing é gerar negócios estabelecendo uma ponte entre empresas, marcas, produtos e serviços (também desenvolvidos sob seus critérios) e seu público-alvo. Tudo isso na instável, mutante e enigmática arena dos negócios. Só os apaixonados por marketing conseguem apaixonar seus clientes e os clientes de seus clientes!
            Quem ainda não pensa assim, ainda não foi apresentado ao Marketing... Paixão e marketing são praticamente uma coisa só. Experimente!

Artigo: Carlos Hilsdorf

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Como encontrar o novo consumidor?

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       Essa é a pergunta que não quer calar e que executivos de todos os setores estão se fazendo. Sabemos que cada vez mais os consumidores estão presentes em diversos canais de compra e conectados em várias alternativas de mídia. Então, como alcançá-los de forma eficaz? De acordo com dados apresentados pela Acxiom Brasil, apenas 32% dos gestores de marketing sabem lidar com esse cliente multicanal, que, por sinal, é quase cinco vezes mais rentável que os consumidores em geral.

        Temos ainda que aprender a lidar com a geração Y, considerada a mais otimista de todos os tempos, mas que é uma geração que não perde tempo com empresas ou pessoas não reais, ou seja, que não são verdadeiras em suas relações. É um grupo que exige ainda mais transparência e autenticidade. É preciso estar presente onde eles estão e saber como agir. Para isso sua empresa deverá criar conexões mais emocionais, lançar campanhas que tenham identificação e que, com isso, tenham maior chance de "viralizar". Aliado a isso, lembre-se que 80% da mídia online alcança seu público-alvo, ou seja, há menor dispersão.
        
        Não é tarefa das mais simples, concordo. Precisamos deixar muito claro, como diz o professor Silvio Meira, que ninguém sabe ao certo o que deve ser feito e se alguma empresa lhe disser que tem uma fórmula mágica, que sabe exatamente o que fazer e que resultados essas ações trarão, desconfie. Estamos todos vivendo em "beta". Não está tudo pronto, nada é definitivo. Existe sim a possibilidade e a necessidade de criar junto, de testar e de aprender o que trará maior retorno para cada perfil de negócio.

        Apenas para ilustrar o que estou dizendo, não há tabelas de preços pré-formatadas nesse campo, como existe para criação de peças publicitárias ou campanhas de marketing direto. Cada agência propõe valores distintos pelos serviços prestados, o que torna esse desafio ainda maior. Porém, mesmo tudo sendo muito novo, há experiências já feitas, histórias já contadas, que fazem com que não tenhamos que sair do zero. Ou seja, aprenda com os erros dos outros, busque indicações e parcerias para acelerar seu processo de aprendizado. Dentre ações já testadas e que demonstram boa aceitação está a criação de conteúdo "fresco", inovador e direcionado aos interesses do seu target, conteúdo que traga valor imediato.

        Outro ponto também importante é prover feedback freqüente e mostrar que sua empresa está acompanhando as mudanças do mercado. Por exemplo, se você é da área de crédito e cobrança, escreva, ou contrate alguém que possa criar conteúdos relevantes sobre credito; se você está no setor de seguros, crie material sobre seguros, dê dicas úteis, crie um guia prático e depois, dissemine isso nas redes sociais nas quais sua empresa está presente, ou nas quais ela venha a estar. Para isso, selecione somente redes que façam sentido para o seu setor. Pesquise e identifique comunidades que tratem do assunto que você domina, ou que tenham interesse nesses temas.

        Dessa forma sua empresa não atingirá milhões de pessoas, mas com certeza alcançará os clientes que são o foco do seu negócio.
 
Cidade Marketing

Havaianas lança novos modelos de Soul Collection

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A marca amplia a linha com novos modelos em cores diferenciadas e materiais ecologicamente corretos


        Havaianas apresenta novos modelos de calçados intitulada Couro e Eco ampliando a linha Soul Collection lançada recentemente pela marca. A coleção mantém as mesmas formas e conceito, a alma das famosas sandálias representada confortavelmente pelo solado de borracha no interior dos calçados, com cores vibrantes e em materiais diferenciados, como o couro e a juta natural.

        Os calçados da linha Couro, em couro natural, foram criados pela Havaianas para atender um público mais exigente e apaixonado por sneakers clássicos, porém irreverentes. Disponível nos modelos de tênis Urbis low (cano baixo) e Urbis mid (cano médio), nas cores preto, branco e caramelo, são autênticos e compõem looks mais que descolados. A linha Eco apresenta uma proposta ecologicamente correta, com juta natural - planta da região amazônica, onde seu cultivo é a principal atividade econômica para mais de 50 mil famílias ribeirinhas. Livre de adubos e defensivos agrícolas, a juta se decompõe mais rapidamente do que as fibras convencionas, reduzindo assim seu impacto ao meio ambiente. Desta forma, Havaianas busca contribuir com duas das maiores riquezas brasileiras: seu povo e sua natureza.

        Fashion e moderno, os calçados além de fibras de juta apresentam solados em borracha natural e resíduos de lona, disponíveis nos três modelos já existentes - Origine (Alpargatas), nas cores bege, azul, vermelha e verde; Urbis low nas cores verde, vermelho, café, bege e azul; e Urbis mid no bege e azul. A coleção Couro e Eco é limitada e além do mercado europeu, está disponível apenas no Espaço Havaianas, que continua vendendo também os primeiros modelos (Canvas) da linha, em lona.

Marketing 3.0 é entregar valor

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Uma das alternativas apontadas por Kotler para se obter sucesso nesta nova jornada é olhar a empresa como o ‘jornalismo da marca'.

       Philip Kotler, a maior autoridade em marketing no mundo, falou ontem à noite para mais de cinco mil congressistas sobre os conceitos de Marketing 3.0 e alertou para o fato de que eles estão mais embasados em conceitos de sustentabilidade do que se imagina. O guru do marketing e professor da Kellogg School of Management ressalta que a relação cliente-empresa-cliente está sofrendo grandes mudanças por conta das redes sociais e do poder de compra dos consumidores, que passou a ter atitude pró-ativa na escolha de seus produtos e serviços.

       Ele ressalta que um dos caminhos a se percorrer pode ser chamar seus clientes para uma co-criação de produtos e serviços, proporcionando novas experiências e, quem sabe, estar mais próximo do valor almejado. Reinventar um novo modelo de negócios pode aproximar esta relação. Entretanto, as empresas precisam, necessariamente, terem passados pelos conceitos aplicados nas nomenclaturas do MKT 1.0 e 2.0. O palestrante alerta ainda para a perda da eficácia do marketing tradicional no que diz respeito aos distribuidores, à mídia tradicional, bem como a forma que a competição entre os concorrentes tem intensificado uma redução de preços nos produtos e serviços.

       Uma das alternativas apontadas por Kotler para se obter sucesso nesta nova jornada é olhar a empresa como o ‘jornalismo da marca', procurando agregar itens diferentes que gerem valor aos produtos e serviços. Ter como alvo a mente, o coração e o espírito humano dos consumidores podem ajudar neste processo. "Só assim para sua marca ser amada", conclui Kotler.


Fonte: HSM

sábado, 23 de outubro de 2010

Festival da ABP concede quatro Grand Prix

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A AlmapBBDO lidera o ranking de agências mais premiadas nesta 36ª edição do evento

O 36º Festival Brasileiro de Publicidade, promovido pela Associação Brasileira de Propaganda (ABP), realiza sua festa de premiação na noite desta sexta-feira, 22, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Foram concedidos apenas quatro Grand Pix. Entre os comerciais, venceu o filme “Mágico”, criado pela NBS e produzido pela O2 e pela Sax So Funny para a operadora de telefonia Oi. O prêmio principal de Mídia Impressa foi para a série de anúncios “Palavrões”, da Ogilvy para Red Ballon. O Grand Prix de Rádio ficou com a campanha “Misturas”, criada pela Heads e produzida pela Lua Nova para Electrolux. Em Mídia Exterior, a vencedora foi a DM9DDB pela série de pôsteres “Vizinhos”, desenvolvida para Fedex.

O ranking oficial de agências mais premiadas é liderado pela AlmapBBDO, que somou nove lâmpadas de Ouro, sete de Prata e uma de Bronze. Na sequencia aparecem Ogilvy (com 1 GP, 7 Ouros, 6 Pratas e 3 Bronzes), JWT (2 Ouros, 8 Pratas e 9 Bronzes), NBS (1 GP, 4 Ouros, 2 Pratas e 10 Bronzes), DM9DDB (1 GP, 5 Ouros, 4 Pratas e 4 Bronzes), Heads (1 GP, 2 Ouros, 3 Pratas e 2 Bronzes), Agência3 (3 Ouros, 2 Pratas e 4 Bronzes), Borghierh/Lowe (2 Ouros, 3 Pratas e 1 Bronze), Giovanni+DraftcFCB (1 Ouro, 2 Pratas e 5 Bronzes) e Talent (2 Ouros, 2 Pratas e 1 Bronze).

Além do troféu de Agência do Ano, para a AlmapBBDO, os outros prêmios especiais desta edição ficaram com Heads (Agência Regional), Rock (Agência de Marketing Promocional), Crama (Agência de Design), O2 Filmes (Produtora de Filme) e Luz Nova (Produtora de Som).

No total, os júris do evento avaliaram 1.300 peças concorrentes nas áreas Filme, Mídia Impressa, Mídia Exterior/Mobiliário Urbano, Rádio, Internet, Promoção e Design.








Marketing & Negócios

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Escola paulistana inclui "cervejão" em seu samba enredo e contará história da bebida no carnaval 2011

Ainda faltam mais de quatro meses para o carnaval do ano que vem. Mas alguns anunciantes já estão tomando suas decisões estratégicas para não faltarem à próxima edição da folia do Momo. O Império de Casa Verde, escola da zona norte de São Paulo, levará ao sambódromo em 2011 um enredo sobre a história da cerveja: "Samba sabor cerveja. Admirada há milênios, a mais nova sensação nacional". E, patrocinada desde 2009 pela Nova Schin, a escola resolveu fazer uma homenagem à marca: colocou o conceito "cervejão", lançado pela marca no início deste ano, na letra de seu samba enredo.
Procurados, tanto a escola quanto o anunciante ainda não comentaram o assunto. Em 2010, o Império falou sobre Itu - onde está a fábrica matriz da cervejaria - com patrocínio da própria Schincariol e da montadora Kia, que também tem sede na cidade. A escola, bicampeã do carnaval paulistano em 2005 e 2006, é conhecida por ter os carros alegóricos mais luxuosos entre as escolas de São Paulo.
A prática de inserir palavras e conceitos nos sambas tem se tornada comum nos desfiles. Isso porque os regulamentos da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) e da Liga das Escolas de Samba de São Paulo (LigaSP) proíbem qualquer merchandising explícito em alegorias, fantasias e até nas roupas dos empurradores de carros alegóricos - que, na verdade, fazem apenas figuração, por hoje ser tudo completamente motorizado.
A Nova Schin é patrocinadora oficial da transmissão dos desfiles de São Paulo pela Rede Globo e já renovou sua cota para 2011 - clique aqui para reler. Além disso, a cervejaria também foi, em 2010, a marca oficial do sambódromo paulistano, cota adquirida este ano.
Este ano, três ações de marketing foram bastante discutidas e geraram bastante buzz fora dos sambódromos. Em São Paulo, a Rosas de Ouro, que contou a história do chocolate, teve que mudar o refrão de seu samba e o nome de seu enredo a menos de um mês do carnaval, por exigência da Rede Globo, que transmite os desfiles. Isso porque a frase "O cacau é show" remetia claramente a um dos apoiadores da escola - a Cacau Show - e tal intervenção é proibida no regulamento. Mesmo assim a escola foi campeã do carnaval de São Paulo.
Já no Rio, a Portela, que falou de tecnologia em seu desfile deste ano, fez uma grande parceria com a Positivo Informática, intermediada pela agência Pepper. Além de incluir a marca na letra de seu samba, um carro alegórico formado por diversos telões mostrou imagens de foliões de todos os lugares do mundo - clique aqui para relembrar toda ação, que foi destaque até na versão online do Advertising Age.
Outra parceria de sucesso na Sapucaí foi realizada entre a Ambev e a Grande Rio. A escola de Duque de Caxias fez uma homenagem aos 25 anos do sambódromo carioca e não deixou de citar o camarote da Brahma - o "Nº 1", e os "guerreiros do carnaval" - conceito da campanha da marca da Ambev - em sua letra. O título no Rio ficou com a Unidos da Tijuca, que teve como apoiadores Vivo, LG, Schincariol e TAP.

Camarote Nº 1

O Camarote da Brahma, aliás, deu o que falar nesta sexta-feira, 22. Isto porque a Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro aprovou o Projeto de Lei n° 715/2010, que solicita a devolução de parte do espaço em que ele é produzido para a construção de mais um bloco de arquibancadas, que possa elevar a capacidade do sambódromo carioca de 60 mil para 75 mil lugares. O local é uma fábrica desativada da Brahma e, por isso, o espaço é utilizado pela Ambev.
Em comunicado, a empresa afirmou que o camarote do ano que vem "já está em fase de produção e promete ser o melhor camarote dos seus 21 anos de Sapucaí" e que "entende a importância de colocar-se à disposição da Prefeitura quando solicitada para ceder o espaço do camarote para os projetos, para a revitalização da região da sua antiga fábrica de cervejas e a construção de mais um bloco de arquibancadas".

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

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PRINCIPIOS DA PUBLICIDADE
Por GILMAR SANTOS

Segue abaixo um livro que julgo ser interessante para iniciantes!


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Publicidade mundial já movimenta US$ 238 bi

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Pesquisa da Nielsen mostra que investimento em propaganda cresceu 12,8% no primeiro semestre, comparado a 2009. Na AL, o aumento superou 44%, enquanto que nos EUA ficou em 3,8%. O Brasil teve alta de 50,2%.
A publicidade mundial está demonstrando uma importante recuperação em relação ao ano passado. Pesquisa da Nielsen feita com 35 países indica um aumento de 12,8% nas verbas aplicadas no setor nos seis primeiros meses de 2010 em comparação a igual período em 2009. Com esse índice, a propaganda movimentou no primeiro semestre um total de US$ 238 bilhões. O impulso veio principalmente dos mercados emergentes, em especial da América Latina.
A Nielsen aponta também que o crescimento ganhou força devido ao retorno de investimentos na escala de dois dígitos pelos segmentos automotivo, bens duráveis, bens de consumo rápido, serviços financeiros e telecomunicações. Os dados foram divulgados no domingo 10.
Os números do primeiro trimestre já davam mostras da recuperação. Os resultados recém apresentados corroboram a curva de crescimento, que ocorre em todas as regiões e envolvem todas as mídias. É verdade que esse ritmo sofreu uma ligeira desaceleração na Ásia Pacífico e na América Latina no segundo trimestre. Mas isso não chega a preocupar, explicam os analistas da Nielsen. Isso porque essas regiões tiveram uma performance melhor do que os demais mercados em 2009, que demoraram mais para se recuperar.
Por regiões, o semestre registrou os melhores desempenhos na América Latina (aumento de 44,5%) e África/ Oriente Médio, com alta de 23,8%. A Nielsen destaca que o Brasil teve um crescimento de 50,2% e o México, 40%.
Na Ásia Pacífico, região que detém uma participação de 38% no mercado mundial (em relação aos investimentos em publicidade), a maior parte dos países reportou aumento de dois dígitos na comparação com os montantes movimentados no primeiro semestre de 2009. A Índia lidera nessa porção do continente, com alta de 32%, seguida por Hong Kong (23%), Indonésia e Malásia (22%).
De acordo com a pesquisa, a América do Norte e a Europa, ambas detentoras de 23% de share do mercado global, tiveram resultados modestos. O continente europeu indica alta de 8% no primeiro semestre, sempre em comparação ao mesmo período no ano passado. No Reino Unido, o índice de crescimento bateu 10%. Alemanha chegou a 9,6%, enquanto que a França comemora 11,6% de aumento. A Espanha não sinalizou crescimento e a Irlanda teve queda de 3%.
EUA
O percentual de crescimento da América do Norte ficou em 4,7%. Os Estados Unidos, por sua vez, tiveram um ritmo inferior, chegando a 3,8%. Os analistas da Nielsen lembram que o mercado norte-americano enfrentou seis trimestres consecutivos de declínio nos investimentos em publicidade, só apresentando recuperação em 2010. No total, foram aplicados em propaganda cerca de US$ 54 bilhões nos primeiros seis meses deste ano.
Segundo a Nielsen, essa melhora é um reflexo dos índices de confiança do consumidor, que também tiveram um ganho neste ano. Os analistas acrescentam que as empresas salientaram descontos, negociações para pagamentos e promoções como formas de reconquistar a atenção dos compradores. No entanto, eles ponderam que os índices de confiança ainda estão abaixo dos níveis apresentados no período pré-recessão. E observam que apenas o setor automotivo conseguiu ser um ponto brilhante dentro do top 10 de investimentos feitos por categoria - nos EUA apenas quatro segmentos desses dez segmentos tiveram alta: carros, seguro de automóveis, restaurantes e varejo.
Na análise global por setores, o levantamento registra que o mercado automotivo na América do Norte teve um aumento de 17,3% no primeiro semestre. O setor de vestuário e acessórios teve alta de 14,9% na Europa. Mas sua melhor performance foi na Ásia Pacífico, com investimento em publicidade 29,7% superior ao feito no primeiro semestre de 2009. Na América Latina, as verbas de propaganda dos serviços financeiros cresceram 73,9%, o maior índice na comparação ano a ano. O segmento de telecom teve maior repercussão na África/Oriente Médio, com 38,7%.
Mídia
A pesquisa da Nielsen registrou ainda que, em todas as regiões, a televisão se manteve como a mídia com esmagadora preferência dos anunciantes (share de 62% do total de investimentos em publicidade). No semestre, o crescimento foi de 15,8%. Rádio teve alta de 11% (embora tenha registrado uma queda de 1% na América do Norte). Jornais registraram aumento de 9,5%. Revistas? O crescimento foi de 3,7%, com declínio na América do Norte (-2%), em comparação ao primeiro semestre de 2009.
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Gráfico mostra o aumento nas verbas da publicidade por região.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Estudo mostra relação das crianças com aparelhos tecnológicos

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Pesquisa diz que 57% das crianças enrte 5 e 9 anos já usaram computador

As crianças não acessam tanto a internet como muitos acreditam. Um estudo feito pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) com crianças brasileiras entre 5 e 9 anos mostra que 57% das que já usaram um computador, 28% acessaram a web. Vinte por cento delas aprenderam a manusear a máquina na escola e 16% tiveram os pais como professor.

Na prefências dos pequenos entre os aparelhos tecnológicos, o celular é um objeto que faz parte do cotidiano de 14% das crianças que participaram do estudo e 65% delas já usaram um celular. Entre as funcionalidades do telefone móvel, os jogos representam 88%, enquanto 60% das crianças preferem ouvir música.

O uso do computador pelas crianças é destinado a desenhar (80%), escrever textos (64%) e ouvir música (60%). Já a internet é usada por 97% dos pequenos para jogar e 55% a usam para brincar em sites de desenhos que elas assistem na TV.

Entre as regiões do país que mais usam a web, a centro-oeste aparece na frente com 43%, seguido por sul e sudeste com 40% e 30% respectivamente, além de norte com 12% e nordeste com 13%. A primeira Pesquisa sobre Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação por Crianças no Brasil foi conduzida pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br).



Por Thiago Terra, do Mundo do Marketing

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Índice de decisão de compra no PDV cai para 76%

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O índice de decisão de compra no ponto de venda nos super e hipermercados brasileiros é de 76%, segundo a terceira edição da pesquisa do Popai Brasil "O Comportamento do Consumidor em Super e Hipermercados", realizada em parceria com o Ibope Inteligência. Em 2004, o índice de decisão no PDV era de 81%, enquanto que em 1998, na primeira edição da pesquisa, o percentual era de 85%.



A pesquisa, apresentada ao mercado nesta quarta-feira, 6, em evento realizado na cidade de São Paulo, contempla informações sobre o perfil dos shoppers, os procedimentos de compra, o planejamento de compra e os impactos dos matérias promocionais e de merchandising nos pontos de venda.



Na opinião de Chan Wook Min, presidente do Popai Brasil, mesmo com a queda, o índice de decisão de compra do Brasil ainda é o maior em comparação com outros países. "Isso não desestimula as ações no PDV. Porém, temos que buscar maior eficiência em toda comunicação para rapidamente passar a informação e seduzir o consumidor", analisa Min.



A queda do tempo médio de compra é apontada como um dos fatores para retração do índice de decisão. Com menos tempo para passar no estabelecimento, os consumidores programam melhor a visita. O levantamento apontou que o tempo médio de compra é de 34 minutos e 34 segundos. Em 2004, o tempo era de 48 minutos, enquanto que em 1998 era ainda maior, 1 hora e 18 minutos.



Apesar disso, os consumidores continuam comprando mais itens do que o planejado. A compra efetiva chega a ser 125% maior que a planejada. Enquanto os shoppers têm em mente comprar cerca de 3,5 itens, eles acabam levando para casa 7,9 itens, em média. No entanto, o valor total da compra fica em linha com o gasto pretendido no momento anterior à compra.



Ação promocional



No que tange o impacto dos materiais promocionais e de merchandising nos PDVs, a lembrança de ter visto peças do gênero em respostas sem estímulo foi de 49%. Em 2004, o percentual era de 42%, enquanto que em 1998 era de 44%. Já quando questionados com estímulo, o índice de lembrança subiu para 69%.



"A compra está mais objetiva, as pessoas passam menos tempo no PDV. Mas apesar do tempo de permanência ter diminuído, a lembrança de ter visto material promocional aumentou. O comportamento do consumidor está mudando e eles estão mais suscetíveis às peças de comunicação nos super e hipermercados", diz Min.



A versão 2010 do levantamento está mais abrangente. O número de cidades passou de quatro (Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo) para nove (foram incluídas Campinas, Curitiba, Recife, Ribeirão Preto e Salvador), enquanto o número de lojas passou de 31 para 62. Assim como nos anos passados, foram realizadas 1860 entrevistas com homens e mulheres de 18 a 70 anos, das classes A, B, C e D. O levantamento foi feito em dois momentos: antes e depois da compra.




Artigo Meio e Mensagem


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Provoque a mudança de consumo

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Especialista em Shopper Marketing mostra como promover a mudança a seu favor.

A indústria de bens de consumo de massa e o varejo travam uma guerra diária. Num negócio cuja margem de lucro é pequena, ficar à mercê do consumidor mutante de hoje não é um bom negócio. “Você tem que provocar a mudança”, aponta Craig Elston, Vice-Presidente de Insight & Estratégia do The Integer Group, uma das maiores agências de Shopper Marketing do mundo, em evento realizado pela agência Ponto de Criação na última semana.



Nos Estados Unidos, 73% dos consumidores compram em mais de um formato de loja diferente. São pelo menos cinco. Apenas 26% são fiéis ao ponto-de-venda. Quando estão na hora da verdade, no entanto, 70% das decisões de compra são feitas diante da gôndola. É neste momento também que 59% desses consumidores escolhem a marca. Os números já foram mais favoráveis e mostram a importância de fortalecer as marcas da indústria e do varejo. Encorajar o consumidor a entrar na loja e comprar é um dos grandes desafios do executivo de Marketing nos dias de hoje. Craig Elston tem uma fórmula que passa por quatro pontos centrais.

O primeiro é entender o comportamento das pessoas como compradoras, shoppers. Diferente de quem está consumindo ou usando um produto, quem está comprando sofre influências de Marketing. Saber como se dá o processo de desejo, o que determina a escolha, o que a pessoa fez antes e depois da compra dão pistas para que a marca disponibilize uma oferta certeira. “Tem que entender o modelo mental das pessoas”, aponta Elston em palestra realizada no Insper, em São Paulo. Observar o target é cada vez mais importante.


Dilemas



As pessoas vão às compras por diversos motivos. Entender cada motivação é essencial. Por isso, é preciso caminhar para o segundo estágio: criar um diálogo constante com elas de forma diferente. Customizar a comunicação e manter um relacionamento antes e pós-venda ganha contornos de engajamento. Num mundo digital e com tecnologia a alcance de todos, entregar uma experiência inovadora no ponto-de-venda é o caminho para envolver o shopper. Este é o terceiro mantra de Craig Elston.




O quarto fator dentro da proposta do especialista busca manter a saúde da marca em longo prazo. É o velho dilema das promoções e metas de curto prazo versus a construção de uma marca forte, consistente e coerente. “Não podemos ter esta visão míope. O processo precisa ser feito em conjunto”. O segredo aqui é desenhar o tipo de comportamento que a marca pode ter. Indústria e varejo devem caminhar juntos.



“O varejo não consegue ter a mesma versatilidade do consumidor”, analisa Patrícia Contesini, Gerente de Pesquisa de Mercado e Inteligência Competitiva & Negócios do Grupo Pão de Açúcar. “Como não posso ter um ambiente diferente para as senhoras durante o dia e um outro para os jovens durante a noite?”, questiona. E o desafio continua.

Mundo Marketing

Publicidade, Criatividade e Compulsividade

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A competição entre os pares foi a mola mestre na constituição da sociedade do “ter para ser”, gerando cidadãos narcisistas com uma aparente auto-suficiência em relação ao que os cercam, tendo como símbolo maior a criação de um deus a sua imagem e semelhança. De acordo com essa lógica, o acesso ao sucesso no mercado de trabalho demanda dedicação quase que exclusiva à empresa, exigindo que os executivos se tornem obsessivos, carismáticos, super-especialistas, que estimulada pelo “sucesso” do toyotismo, forjou a geração workaholics.

Todas essas exigências fizeram com que a compulsão se tornasse uma das características do “humano moderno”, com a OMS estimando que 60% da população brasileira é afetada direta ou indiretamente por ela. Com a popularização da informática, do micro computador e da internet, as transformações em nossa sociedade passaram a ocorrer em uma velocidade onde até mesmo o novo e o recente ficaram distantes. Vejam, por exemplo, o orkut e o twitter.

Como recheio desse bolo surgem o aquecimento global e a deterioração das fontes de recursos naturais e dos ecossistemas de nosso planeta nos trazendo preocupações globais e exigindo profundas mudanças no nosso modo de ser e viver. A incerteza é a marca do nosso tempo. Com a incerteza, cresce a compulsão, tomando ares de pandemia, nas suas diversas formas de manifestação, como o uso abusivo de drogas (lícitas ou ilícitas); o crescimento vertiginoso de obesos e, principalmente, de crianças com sobrepeso; de doenças/ óbitos provocados por estresse; etc, etc.

Teorias surgem a todo momento apontando soluções em direções opostas e, aparentemente, antagônicas. Um exemplo marcante são os economistas de vanguarda propondo um crescimento zero da economia mundial como forma de garantir qualidade de vida para as gerações futuras. A sociedade do “ter para ser” se desmancha, se meta transformando, lenta, porém, progressiva e consistentemente, na sociedade do “interagir para existir”.

Acontece que na sociedade do “interagir para existir” as qualidades mais valorizadas são definidas por três verbos pouco conjugados até aqui e totalmente incompatíveis com a compulsão: criar, emocionar, relacionar. Em alguns setores de nossa economia essa mudança é sentida com mais ênfase, como, por exemplo, na publicidade. Se é essencial para as agências de publicidade reduzirem seus custos e aumentarem sua produtividade, é também imprescindível que estimulem seus executivos a serem mais criativos e a intensificarem sua interação social.

Na busca por se manterem atuais, no topo da cadeia produtiva, alguns executivos têm apelado para o “PERSONAL SOCIAL INTERACTIVE (o PSI)”, cuja função é “substituir” o executivo (no mais absoluto sigilo) na execução de determinadas atividades que seriam importantes de serem executadas, mas que a disponibilidade de tempo não permite, como alimentar espaços nas redes sociais, ir ao cinema / teatro & eventos sociais / profissionais, ler livros, etc.

Sim é isso mesmo: como o tecido social ainda não permite uma transformação de fato, são criados artifícios iludindo a si próprio e aos outros (algo como fazer uma cirurgia plástica “social”) para se adequar aos novos tempos. São exceções? Não! Em uma sociedade onde a lei permanece a mesma (a competição), mas a forma de cumpri-la muda a cada instante (de workaholics a relax), somente sendo um psicopata para ser “bem sucedido”. Espantado? Não fique.

Já fomos predominantemente histéricos, narcisistas e nesse momento de transição (espero) quando os fatores determinantes da inclusão / acolhida social estão confusos, difusos, temos uma sociedade psicopata, onde transgredir a lei se naturalizou. Os reflexos em nossos cotidianos são vários, como, por exemplo, a corrupção que se espalha entre nós tal fogo em palha seca, estimulada pelos ventos da incerteza no dia de amanhã, se naturalizando nos quatro cantos de nosso planeta e em todos os setores de nossa sociedade.

O antídoto: a solidariedade, a qual vem crescendo lenta e solidamente, até mesmo por imposição da natureza e, consequentemente, por uma questão de sobrevivência da espécie humana. A ferramenta fundamental: a comunicação. O personagem central: o publicitário, que graças a sua intimidade com a cultura de comunicação, pode e deve fazer chegar ao cidadão comum que é possível sim construir um mundo onde seu valor básico não seja a competição / compulsão e sim a solidariedade / criatividade, deixando no passado o mundo do “ter para ser” e festejando a chegada do “interagir para existir”. Vamos nessa?!




* Texto de Paulo Silveira que é membro da Da Vinci Marketing Social e do Instituto Paulo Freire.
Artigo Mundo do Marketing

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Marketing Político

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O marketing transformou-se em um instrumento indispensável para a sobrevivência dos empresários e de suas instituições. Segundo o papa do assunto Philip Kotler marketing é “a atividade humana dirigida à satisfação das necessidades e desejos através de um processo de troca”.      
Toda campanha política, necessita de uma gama de criadores, onde cada passo é uma nova criação. A criação nasce do confronto. Opor-se a seu cliente é uma necessidade profissional. Todo político é muito cortejado, não há candidato sem cortejo. Os seus assessores e aqueles que andam muito próximo a ele o cobrem de louvores que o sufocam. Mas, mesmo assim, ainda existem muitos políticos que, mesmo cercados de incompetentes assessores, bajulados o tempo todo, não conseguem abrir os olhos e enxergar o inverso da situação. Não conseguem sequer, perguntar para si mesmos, que produto estão oferecendo, que idéia estão transmitindo e que percepção os eleitores estão tendo.
            Em marketing político, a comunicação é como uma droga. Em doses adequadas é medicamento, em doses elevadas é veneno fatal. É necessário comunicar, mas pior do que não fazer publicidade é fazê-la em demasia. Tomar a palavra a todo momento banaliza a imagem do político. É preciso saber o momento certo e falar com muita moderação. O segredo da boa comunicação está nos detalhes que empregamos a ela e na moderação que aplicamos em nós mesmos.
            As campanhas eleitorais vitoriosas devem ser multidisciplinares, envolvendo uma série de profissionais de diversas áreas. Não existe mais espaço para as campanhas de improviso, feitas apenas na base da intuição de acordos políticos. Acabou a era do candidato centralizador de poder.  
MARKETING POLÍTICO E MARKETING ELEITORAL
O marketing político está relacionado com a formação da imagem a longo prazo. É utilizado por pessoas e políticos que desejam projetar-se publicamente.
Já o marketing eleitoral é de curto prazo. As estratégias e as táticas de comunicação são montadas em cima de um ambiente vivo, já existente, em andamento e não de um ambiente criado.
COMUNICAÇÃO
Cada dia que se passa às pessoas são bombardeadas por milhões de informações e estímulos. É claro que elas não conseguem processar e reter todas as informações, o que acontece é que a mente simplifica o que é recebido, aceitando apenas aquilo que interessa. A arte de se fazer ouvir, de se comunicar e persuadir está na identificação do caminho mais rápido para a mente. Apirâmide de Maslow, por exemplo, fornece pistas para descobrirmos o melhor caminho. Segundo ele as reações das pessoas aos estímulos são determinados basicamente pelas necessidades básicas (fisiológicas) até as mais elevadas(auto-realização).
A mídia eletrônica hoje é considerada de o “segundo deus” por sua onipresença e seu poder de influência sobre as pessoas. Cada veículo tem uma linguagem muito específica, mas quando se trata de televisão, a linguagem se aproxima bastante do cotidiano das pessoas, de forma simples e direta. O candidato deve estar ciente de que está invadindo a sala de estar dos eleitores, é nessa hora o equilíbrio e a moderação, devem fazer parte de seu comportamento, pois é como se ele estivesse conversando com o eleitor em sua casa.
MARKETING POLÍTICO PERMANENTE
A campanha permanente em ação requer uma composição de uma equipe com profissionais altamente competentes. A comunicação funciona como a outra ponta do processo de marketing permanente. Um problema resolvido não apresenta muito benefício à imagem do político, se não for adequadamente divulgado. Se o político se omite, não comunica, em determinadas ocasiões, ele deixa espaço para o crescimento da oposição, bem como, deixa espaço também para versões distorcidas de seus opositores.
 
E FICA A PIADA !!
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Fonte: Portal do Marketing

domingo, 3 de outubro de 2010

Tiririca é eleito deputado federal

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1gr4qnkb6q9xrmcy3u9mifumuCom o slogan “Pior que tá não fica”, e sem conseguir discorrer sobre sua plataforma política, Tiririca (PR) foi o candidato a deputado federal mais votado do Brasil nas eleições 2010.

Francisco Everardo Oliveira Silva, nome de batismo do palhaço cearense, de 45 anos, teve mais de um milhão de votos. Em toda a história, o deputado mis votado foi Eneás, do Prona, com 1,5 milhão.

Com a grande quantidade de votos de Tiririca, outros postulantes, com números inexpressivos, serão eleitos puxados pelo humorista por causa do quociente eleitoral - a soma dos votos da legenda e dos candidatos dividida pelas vagas de cada estado.

Este número determina a quantidade de votos que um deputado precisa para se eleger, e o excedente é distribuído entre outros candidatos do partido e chapas coligadas. Tiririca pode garantir cadeira em Brasília ao delegado Protógenes Queiroz (PCdoB), por exemplo.

A propaganda eleitoral de Tiririca chamou atenção. Vestido de palhaço, ele apareceu entoando frases do tipo: "O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto", “vote no abestado” e “estou aqui para pedir seu voto porque eu quero ser deputado federal para ajudar os mais 'necessitado', inclusive a minha família”. O candidato a governador de São Paulo pelo PT, Aloizio Mercadante, não achou graça. Assumiu o desconforto e mandou tirar sua imagem da propaganda do humorista.

Mas nem só de piadas foi feita a campanha. O humorista foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral por falsidade ideológica. No pedido de registro da candidatura, Tiririca declarou não ter bens em seu nome. Porém, em entrevista à revista Veja, disse que o patrimônio havia sido transferido para terceiros por conta de processos trabalhistas, de alimentos e partilhas de bens movidos pela ex-mulher, que tramitam no Ceará.

O MPE também denunciou o candidato por analfabetismo. Mas o juiz eleitoral Aloísio Sérgio Rezende Silveira rejeitou o pedido, argumentando que “a legislação eleitoral, desde a Constituição Federal até os atos infralegais, não exige que os candidatos possuam mediano ou elevado grau de instrução, mas apenas que tenham noções rudimentares da linguagem pátria”. Ainda cabe contestação. Caso seja provado o analfabetismo, o palhaço poderá ter o mandato cassado.

Dilma e Serra vão ao 2º turno

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Apontada como favorita a uma vitória logo na primeira etapa de votação, a petista Dilma Rousseff terá de enfrentar o segundo turno contra o candidato do PSDB, José Serra. O bom desempenho da candidata do PV, Marina Silva, ajudou a levar a decisão sobre o sucessor de Lula para o dia 31 de outubro.

Às 21h22 deste domingo, quando o Tribunal Superior Eleitoral contava 94,4% das urnas apuradas, Serra tinha 32,9% dos votos válidos, enquanto Dilma registrava 46,3%. A senadora Marina Silva (PV), que ao longo da campanha era tida como um dos fatores capazes de levar a disputa ao segundo turno, tinha 19,7% dos votos válidos. Outros candidatos tinham 1,1% e brancos e nulos contabilizavam 8,6%, tornando irreversível o segundo turno.

Primeira a se pronunciar após o resultado, Marina agradeceu aos brasileiros: "Essa jornada é uma jornada que nos deixa feliz e nos faz sentir profundamente vitoriosos. Nós nos dispusemos a desfazer uma ideia de plebiscito. Nos preparamos para debater o Brasil".

Foto: Futura Press

José Serra vota em São Paulo

Nos dias que antecederam a eleição, nem mesmo o PSDB mostrava-se convencido de que seria capaz de prolongar a disputa. Os tucanos, muitos deles desacreditados da ida de Serra ao segundo turno, discutem o que fazer a partir de agora. Provável líder da oposição no Congresso a partir do ano que vem, o ex-governador de Minas Aécio Neves chegou a defender durante a campanha que fosse feito um “freio para arrumação” e um reajuste na estratégia de comunicação, que sofreu com tropeços ao longo da corrida eleitoral. Na mesma época, o também tucano Geraldo Alckmin avaliava que era hora de dar uma “acelerada”. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também não poupou críticas à condução da campanha de Serra.

Foto: Agência Brasil

Candidata a presidente Dilma Roussef (PT) levou 46 segundos para votar

Na equipe petista, por outro lado, o entendimento de que a eleição poderia ser prorrogada já vinha tomando forma há algum tempo. Nos bastidores, aliados de Dilma jogavam na conta da possível prorrogação da eleição o “salto alto” que predominou principalmente na primeira etapa da disputa. O primeiro elemento a minar o otimismo do time de Dilma foram as denúncias sobre o suposto esquema de lobby comandado a partir da Casa Civil. O caso resultou na demissão da ministra Erenice Guerra, que foi braço direito da candidata petista nos tempos em que comandou a pasta.
Na reta final, petistas mostravam-se preocupados também com os boatos de que Dilma seria favorável ao aborto. Os rumores começaram a circular na internet nos dias que antecederam o pleito. Na tentativa de contê-los, PT e o presidente Lula entraram em campo para conter o impacto nas urnas. A avaliação da campanha, entretanto, era a de que a resposta ao episódio tinha sido suficientemente rápida para evitar um abalo na votação.
Petistas também já manifestavam internamente a preocupação com o crescimento de Marina Silva, que na reta final começou a atrair parte dos votos de eleitores indecisos. A partir de agora, a ordem é ter o presidente Lula comandando mais uma vez uma campanha maciça pró-Dilma no rádio e na televisão, em comícios e caminhadas, para conter um avanço de Serra na segunda etapa de votação.

Foto: AE

Marina estava acompanhada por militantes, por dois filhos, pelo pai, algumas irmãs e até mesmo por eleitores simpatizantes do PT

Verde

Marina, que deixa esta eleição como grande força política, insistiu desde o início da campanha que seria importante para a democracia brasileira evitar o plebiscito. A ex-ministra do Meio Ambiente repetia que queria evitar que a eleição se tornasse um processo de aprovação da candidata patrocinada por Lula. O discurso funcionou, ela subiu nas pesquisas e conseguiu tirar votos da petista, transformando Serra no maior beneficiário. O tucano agora disputa com tempos iguais de exposição na mídia reverter o jogo e levar a Presidência da República.

"Quero cumprimentar Dilma e Serra e que eles façam jus à segunda chance que o Brasil nos dá para de fato debater o que nos interessa", disse a candidata do PV neste domingo.
Marina Silva “perdeu ganhando”, como ela própria disse por diversas vezes. Ela se consolidou como nova força política, reconhecida pelo senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG), cotado a próximo líder da legenda no Congresso. O ex-governador mineiro defende que o PSDB adote algumas propostas do PV na tentativa de atrair os votos de Marina, mesmo que ela opte por não anunciar apoio a nenhum dos dois candidatos. Além de atrair os eleitores verdes, Aécio quer dar uma nova cara ao partido.

Fonte: www.ultimosegundo.ig.com.br

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Conar suspende filme da Nissan!!

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O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) acatou a denúncia realizada pela GM e concedeu medida liminar solicitando a suspensão das peças publicitárias em que a Nissan cita a concorrente. A campanha foi desenvolvida pela Lew'Lara/TBWA, que há mais de dois anos atende a marca.
Num dos filmes, "Não acerta uma", que estreou na última sexta-feira, 24, na TV aberta e a cabo, engenheiros e executivos das montadoras concorrentes ficam nervosos com as premiações do carro da Nissan, fazendo referência a três marcas competidoras e suas nacionalidades: GM Meriva (norte-americanos), Honda Fit (japoneses) e Fiat Idea (italianos).
O Regimento Interno do Conselho de Ética (RICE) diz que a medida liminar pode ser solicitada pelo relator do processo para suspender o anúncio imediatamente sem o referendo da Câmara ou do Plenário.
Tal solicitação pode ser feita quando "houver justo receio de que a reprovação do anúncio - ao tempo do julgamento pela Câmara ou pelo Plenário - possa resultar ineficaz", ou seja, quando o relator acreditar que, quando o anúncio chegar à julgamento, ele já tenha deixado de estar em veiculação. O julgamento pode demorar cerca de 40 dias.

No começo da noite, a Nissan distribuiu comunicado, afirmando que havia recebido o pedido liminar, e que acataria "prontamente" a solicitação, retirando do ar o comercial. O texto ainda destaca a receptividade do consumidor ao filme, uma vez que, segundo a empresa, "o vídeo teve mais de 122 mil visualizações pela internet em menos de uma semana".

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Emprego na Google é o mais cobiçado por estudantes de graduação dos EUA

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Um levantamento feito entre graduandos dos EUA apontou, pela segunda vez consecutiva, que a empresa mais desejada pelos futuros profissionais é a Google. Prestes a completar 12 anos de existência, a companhia derrubou um vasto leque de históricas e gigantes da engenharia, inclusive sua principal concorrente, a Microsoft, que ficou apenas com a 7ª posição no ranking.

O estudo, feito pela consultoria Universum, que ouviu 130 mil jovens estudantes das áreas de negócios e engenharia, apontou ainda quatro empresas de consultoria nas posições seguintes. Foram elas: KPMG, Ernst & Young, PricewaterhouseCoopers e Deloitte, respectivamente em segundo, terceiro, quarto e quinto lugares. Em sexto lugar do ranking aparece a Procter & Gamble. A Coca-Cola ocupa a 8.º posição, logo atrás da Microsoft. Na nona e na décima estão, respectivamente, os bancos J.P.Morgan e Goldman Sachs. No ranking exclusivo das empresas de tecnologia, a Microsoft ainda ocupa a segunda posição, perdendo apenas para a Google. Em seguida, aparecem IBM, Sony, BMW, Intel, General Electric, Siemens, Procter & Gamble e Apple, que completam a lista das 10 mais cobiçadas do setor

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

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Marketing integrado gera economia de 30%

As agências de propaganda e publicidade apostam na união de serviços como forma de atrair mais clientes e baratear custos.

As agências de propaganda e publicidade apostam na união de serviços como forma de atrair mais clientes e baratear custos. A combinação de diversas disciplinas de comunicação, como propaganda, promoção, marketing direto, relações públicas e Internet, chamada de full service, gera uma economia média de 30% tanto para grandes quanto para pequenas companhias. As agências que já aderiram a esse modelo planejam encerrar o ano com crescimento de 25% a 40%, bem acima do mercado, que espera um incremento de 15%, segundo o presidente do Grupo Meio & Mensagem , José Carlos Salles Neto.
Para o sócio diretor da Fidelity Incentive , Guilherme Coletti, uma das principais vantagens da contratação de uma agência que pode entregar um trabalho integrado de comunicação é a sinergia nos processos e nas ações realizadas. “Os resultados são mais eficientes e geram uma relação custo-benefício vantajosa não só para a agência, mas também para o cliente”, afirma. Ao optar pelo full service, Coletti acredita que a economia gira entre 25% a 30% em relação a contratações de diferentes fornecedores para a execução das ações. “Quando um cliente fecha um pacote completo, desde campanha de incentivo, consegue uma redução significativa nos custos”, completa.

Neste ano, a Fidelity Incentive deverá registrar um faturamento 40% superior ao do ano passado, de aproximadamente R$ 29,4 milhões. “Fechamos 2004 com dez clientes e conquistamos cinco novos clientes em 2005. Para o ano que vem, temos uma expectativa de 20% de crescimento”, comemora Coletti. Entre os clientes da empresa estão Ambev , Baterias Heliar , Bradesco Seguros e Previdência , Gillette , Nestlé Purina e Philip Morris .
Agnelo Pacheco, proprietário da agência que leva o seu nome, acredita que as empresas do ramo não devem assumir serviços sobre os quais não tenham experiência, e, sim, contratar empresas terceirizadas que possam fazê-los. “Centralizando o trabalho, a economia gira em torno de 20% a 25%, mesmo que a agência não disponibilize todos esses serviços e tenha de terceirizá-los”, ressalta
Segundo ele, no passado a Norton , agência de publicidade, tentou oferecer full service e até chegou a montar um estúdio fotográfico nas suas instalações. “Isso não dá certo. Precisamos abrir o leque, mas através da contratação de empresas parceiras, assim como fazem as empresas americanas desse segmento”. Pacheco conta que há cerca de 8 anos a sua agência assumiu uma promoção da Brasif Duty Free e teve de deslocar metade de sua equipe para distribuir kits. “Deveríamos ter feito isso com empresas terceirizadas. A agência pode, inclusive, promover uma concorrência entre elas para oferecer pacotes, aos clientes, a preços bem mais baixos”, conta.
Em palestra promovida neste ano pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), o presidente da Rapp Digital , Ricardo Pomeranz, afirmou que a combinação de disciplinas de comunicação é a única maneira de atingir retorno de dois dígitos sobre investimentos realizados na área de marketing. Sandro Carvalho, diretor de marketing e produtos da Incentive House , afirma que o somatório de ferramentas torna o resultado almejado pelas empresas muito mais tangível. “Desenvolvemos projetos que integram ações de marketing direto com a organização de eventos (marketing face-a-face), que pode ser uma solução interessante, a depender do público e da mensagem que se deseja passar. Também combinamos com ações de incentivo, passando pelos canais de distribuição”, disse.

Na opinião dele, é natural que as agências de marketing direto, de incentivo e de eventos passem cada vez mais a compor uma só agência de marketing integrado. A Incentive House espera este ano um faturamento de R$ 500 milhões, 25% superior ao de 2004. Para 2006, a expectativa é que a agência cresça 20%.

De acordo com José Cocco, membro da Academia Brasileira de Marketing e diretor da J. Cocco Comunicações e Marketing , hoje é comprovada a eficácia da comunicação integrada, tanto no que se refere a rendimento dos investimentos quanto a maior rapidez de resultados. Segundo ele, o chamado full service gera uma economia de 40% às empresas. Com essa mentalidade, Cocco afirma que a empresa crescer de 5% a 10% neste ano, alcançando um faturamento de aproximadamente R$ 20 milhões.

De acordo com ele, principalmente os grandes anunciantes como a Fiat , Pão de Açúcar , Extra Hipermercados e Bombril aderem à comunicação integrada. “Aos poucos, a tendência vai chegando às empresas menores”, conta. Na carteira de clientes da empresa, ainda estão outros grandes nomes, como Avon , Unibanco , Boehringer Ingelheim e Unimed Paulistana .
A Incentive House, maior empresa de marketing de relacionamento da América Latina, pertencente à Accentiv’, rede internacional do Grupo Accor , e trabalha nas áreas de incentivo, marketing interno e direto, eventos e fidelização de clientes.

Artigo: www.administradores.com.br

sábado, 19 de setembro de 2009

Dove investe em ligação emocional com as mulheres !

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Além de se diferenciar com um produto de maior valor agregado, Unilever usa conceitos emotivos para conquistar as consumidoras !!

“Qual a melhor escolha da sua vida?”. Essa é a pergunta que a Dove está fazendo em um concurso cultural que premiará as autoras das melhores histórias com um dia no spa, um massageador para os pés e kits de produtos da marca.
À primeira vista, a ação de Marketing pode parecer trivial, comum de se encontrar no mercado. Mas ela carrega em si um posicionamento de sucesso que a marca vem levando desde a sua origem, mas reforçado na última década: a conexão emocional com histórias verdadeiras de mulheres de verdade.
A marca busca se diferenciar fugindo dos padrões rígidos de aparência da mídia, ao mesmo tempo em que promove a auto-estima e a beleza das mulheres que não se encaixam no perfil das modelos estampadas nas campanhas de cosméticos e de moda. Tudo isso com base em oportunidades percebidas no contato com suas consumidoras através de pesquisas ou ações de marketing como o concurso cultural.

Origem remonta à Segunda Guerra Mundial
O sucesso da Unilever tem origens na Segunda Guerra Mundial, onde soldados americanos utilizavam uma fórmula de sabonete própria para curar ferimentos. Em 1952, a multinacional, que nessa época já completava 23 anos de sucesso, comprou a patente, que era francesa.
Durante cinco anos, a fórmula foi trabalhada com o objetivo de transformá-la em um produto cosmético que fizesse uma espuma diferenciada e cremosa. Ao chegar aos supermercados americanos em 1957, tinha como diferenciais o fato de não ser fabricado à base de sebo e não desidratar a pele, com “¼ de creme hidratante”, como já dizia o slogan. Por causa dessas propriedades o produto era utilizado para curar feridas.
Além disso, em uma época em que o sentimento de paz era algo muito presente após o fim da maior guerra da história mundial, o nome “Dove” (“pomba” em inglês), sua cor branca e símbolo caíram bem no gosto dos consumidores locais. “Dove reinventou o sabonete com um sabonete hidratante. Nos anos 1960, focamos isso em nossa comunicação”, explica Patrícia Nogueira, Gerente da Marca Dove para a América Latina. Já nessa época, a empresa utilizaria os primeiros depoimentos de mulheres comuns em suas peças publicitárias.
Ação de Marketing Direto nos anos 1970 foi repetida durante décadas
A Unilever passou então a reforçar o uso de Dove como um produto superior para cuidados pessoais. Nos anos 1970, a empresa inovou com uma ação de Marketing Direto que incentivava as consumidoras a comprovar a neutralidade de pH de Dove, característica que impediria o ressecamento da pele e ausente em muitos concorrentes.
O teste seria replicado em vários países do mundo onde o produto fosse lançado a partir de 1989, inclusive no Brasil, aonde chegou em 1992. O país se destacaria como um dos principais mercados da marca, algo que foi reforçado com a decisão de abrir por aqui, em 2002, uma das três fábricas de Dove no mundo.
Mas bem antes disso, em 1988, a marca focaria no depoimento de testemunhas reais em sua comunicação, buscando um envolvimento emocional, além do discurso racional sobre a superioridade do produto. O case provou-se um sucesso nos Estados Unidos, levando a Unilever a alcançar pela primeira vez um market share de dois dígitos no país na categoria de sabonetes. Atualmente, a companhia lidera com participação de 35%, segundo dados da Nielsen.

Dove e a Real Beleza
Consolidando-se como uma marca de posicionamento “simples, elegante e otimista”, nas palavras da Gerente da Marca Dove para a América Latina, a empresa viu a oportunidade em uma demanda reprimida por cosméticos de qualidade superior em outras categorias e estendeu a marca para produtos como sabonete líquido, desodorantes, cuidados com o corpo, com o cabelo e também faciais, entre outros segmentos – alguns deles ainda inéditos no Brasil.
O sucesso levou a empresa a discutir os padrões de beleza em suas campanhas, a partir do que ouvia das próprias consumidoras em pesquisas ao redor do mundo. Foram entrevistadas 3.500 mulheres mundialmente em 2004. No Brasil, não foi diferente: apenas 1% das mulheres se acha bonita, segundo estimativas da marca; 60% concordam que a mídia usa padrões de beleza inatingíveis e 45% gostariam de ver nas peças uma beleza mais tangível.
Baseado nesses e outros dados coletados ao redor do mundo que surgiu a campanha “Real Beleza” (“Real Curves” no original), que trazia mulheres afirmando sua beleza, ainda que muitas delas fugissem dos rígidos padrões impostos pela mídia, como quilos ou anos de idade a mais. “Após essa campanha, a Unilever atingiu a liderança em cuidados pessoais mundialmente. Nos Estados Unidos, a empresa é líder em sabonete barra e líquido, mesmo sendo um mercado muito competitivo”, comemora Fernanda Conejo, Gerente da Marca Dove Brasil (Unilever).

Presença em redes sociais para se conectar às mulheres
Segundo as executivas da marca, a Dove não tem medo de ser vista como uma marca das “mulheres feias e gordinhas”. “Nos fazem muito essa pergunta, principalmente os homens. Mas percebemos que o conceito foi bem aceito pelas mulheres. Muitas podem até não assumir, mas temos tido uma boa recepção pelo que ouvimos no nosso SAC e no boca-a-boca”, conta Fernanda.
O público masculino, aliás, não passa despercebido aos olhos da gigante multinacional. Apesar de não ter números auditados para comprovar, a Dove afirma que muitos homens utilizam produtos da marca, seja porque a esposa ou a mãe compra e leva pra casa ou mesmo porque o próprio homem deseja e adquire o produto. Além disso, a empresa diz ter percebido uma demanda por produtos que entreguem um benefício superior em cuidados pessoais na medida em que eles passam a se preocupar mais com a beleza.
Ainda com as mulheres, a marca buscou outras formas de se ligar emocionalmente, retratando a questão da beleza fora do padrão. Para isso, além de campanhas pedindo para as mães conversarem com suas filhas sobre o assunto, a marca criou um site dentro do portal MSN com dicas de beleza, blogs e está presente em redes sociais como o Orkut.
Hoje, a Dove está presente em mais de 90 países, sendo a marca da Unilever que mais cresce no mundo, com vendas de €2.5 bilhões por ano. Só nos Estados Unidos, são mais de 2,7 milhões de banhos tomados todos os dias com produtos da marca. O segredo para manter no topo uma marca com mais de 50 anos? “A resposta nada mais é que consistência. O principal segredo para isso é tentar entender o mercado, escutando o consumidor. Em 2004 a Dove investiu em uma pesquisa para construir um insight real para a campanha. Hoje em dia a maioria das empresas escuta pouco o consumidor”, explica a Gerente da Marca Dove para a América Latina.



sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Inteligência promocional no ano da crise

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Quando 2009 chegou veio junto com ele a fatídica crise econômica internacional. De uma hora para a outra, não se falava em outro assunto e ela invadiu nossas vidas, nosso trabalho, os jornais que lemos e as conversas de corredor. Os investimentos diminuíram, o ritmo de trabalho ficou menor e as pessoas estavam mais tristes. Seria o fim dos tempos? Dificilmente.

Enquanto toda essa nuvem negativa crescia e nos ameaçava, ocupando uma área cada vez maior sobre nossas cabeças, existiram aqueles que não desistiram. Afinal, os projetos que eram realizados não tinham um nível de exigência menor, pelo contrário, não podiam refletir a fase delicada pela qual nossos clientes estavam passando: “não podemos ostentar, mas também não pode parecer pobre”. E só porque o mercado “estava em crise” não significava que podíamos errar: qualquer erro seria mais visível e teria conseqüências para eles, ainda mais catastróficas.

Qual é, então, o caminho a ser seguido? Samuel Klein, dono da rede de lojas Casas Bahia, certa vez disse que “quanto maior o problema, maior a oportunidade” e ele tinha muita razão, pois, olhando a situação a partir desse ponto de vista, a luz no fim do túnel fica mais visível e mais próxima.

O ponto “x” da questão é que, com a crise financeira, as empresas passam a priorizar ações focadas em seu público-alvo, que buscam a elevação imediata das vendas, com resultados facilmente mensuráveis e começam a procuraragências que possuam inteligência promocional, com a expectativa de minimizar os efeitos do resfriamento do mercado. “Atualmente os clientes procuram agências que planejam e executam ações customizadas, que atuam de forma mais assertiva, capazes de criar soluções que busquem resultados financeiros imediatos, a chamada inteligência promocional”, explica Ricardo Buckup, sócio-diretor do Grupo B2.

No entanto, se pararmos para analisar a situação com uma perspectiva mais a longo prazo, é fácil perceber que não será o fim dos tempos, pois o consumidor não vai parar de consumir. Nunca. Ele apenas vai tomar suas decisões de maneira mais racional e estratégica e não tão implusiva. Portanto, sempre teremos espaço para boas marcas, bons produtos e, principalmente, bons relacionamentos

Ou seja, por mais estranho que pareça, a crise não deveria ser encarada como um momento de cautela, de distanciamento entre marca e seu público-alvo, baseado na relação declarada de simples interesse de compra e venda. Deveria sim ser vista como uma ótima oportunidade para demonstrar a solidez das empresas, confiança nos seus produtos e, principalmente, como uma oportunidade de demonstrar reconhecimento com o consumidor que sempre esteve presente e agora não pode ser abandonado.

O fato de que o envolvimento que se cria entre o consumidor e uma marca traz resultados concretos de venda não é mais questionado hoje em dia; muito já foi dito, escrito e comprovado neste sentido. Porém, a crise veio para nos mostrar que ainda não estamos assim tão confortáveis com este assunto e, quando a situação aperta, preferimos não arriscar e voltar atrás e fazer da mesma maneira que sempre fizemos, sem perceber que este pequeno “desvio de estratégia” pode comprometer a confiança que pretendemos conquistar neste novo terreno.

Dados da Associação de Marketing Promocional (Ampro) revelam que a expectativa é de que o setor encerre o ano com movimentação de R$ 30 bilhões – relativos à cadeia toda, excluindo a matéria-prima— , um crescimento de 11% em relação a 2008, mostrando que por mais que o crescimento possa parecer menor do que o ideal, ainda assim, existe.


Cabe a nós, portanto, encarar este momento da maneira mais positiva possível e, mais do que isso, “amparar” o consumidor oferecendo alternativas de comunicação que o envolvam e facilitem o seu processo de decisão, pois este sim é o principal abalado com a crise.
autora: Viviane Rodriguez